domingo, 18 de maio de 2014

Ministério da Saúde determina que bebê deve ir direto para o colo da mãe.

Mais uma da série..E agora pediatria? ;)

Agora é lei!! Está documentado! Saiu no diário oficial da união!!
Neste link bem AQUI encontra-se a portaria na íntegra. Não tem desculpas, argumentos ou blá blá blá...



Nada de exames de rotina nos primeiros minutos de vida nem ir direto para o berçário.
A PORTARIA Nº 371, DE 7 DE MAIO DE 2014 publicada pelo Ministério da Saúde determina que, se o bebê estiver em boas condições de saúde, deve ir direto para o colo da mãe ao nascer nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde).

Pelo texto, o bebê deve ser colocado sobre o abdômen ou tórax da mãe de acordo com a vontade da parturiente. O bebê deve ser “colocado de bruços e receber uma coberta seca e aquecida”, diz a Saúde.

A portaria segue as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) que prevê ainda que o recém-nascido seja amamentado na primeira hora de vida. A portaria publicada no “Diário Oficial da União” assegura o chamado contato ‘pele a pele’ de mãe com o filho independente se o parto é normal ou cesárea. O texto faz parte da atualização das diretrizes do SUS para permitir um atendimento mais humanizado para mãe e o recém-nascido.

Outra medida proposta é que os exames de rotina do recém-nascido  – pesagem, exame físico e vacinação – ocorram somente depois da sua primeira hora de vida.
A portaria diz ainda que o clampeamento do cordão umbilical do recém-nascido deve ser feito apenas após o cordão parar de pulsar (aproximadamente de 1 a 3 minutos), exceto em casos de mães isoimunizadas ou HIV / HTLV positivas, em que o clampeamento deve continuar sendo feito de imediato.

Ainda de acordo com a portaria, para o recém-nascido com respiração ausente ou irregular, deverá ser seguido o fluxograma do programa de reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria. A publicação diz ainda que o  estabelecimento de saúde que mantiver profissional de enfermagem habilitado em reanimação neonatal na sala de parto deverá possuir em sua equipe, durante 24 horas, ao menos um médico que também seja capacitado.

O ministério não detalhou ainda como será feita a fiscalização para que as medidas entrem em vigor e se haverá alguma punição aos profissionais de saúde que não seguirem as recomendações.

fonte: Folha de São Paulo

Quem faz o parto não é o médico, não é a parteira, não é a doula, e sim a mulher!

A mulher e seu bebê são os protagonistas e a equipe que a cerca são os coadjuvantes.

Esses dias após um parto, o marido ligou para a família contando que havia nascido e falou que “tal pessoa” havia feito o parto… eu que estava do lado da puérpera, vi que ela rapidamente virou a cabeça para a direção da voz dele e gritou: “Eu que fiz o parto”.

Comecei a rir, porque é lindo de ver/ouvir/presenciar uma mulher que pensa assim. Essa mulher sabe o que é parir da maneira mais verdadeira e pura, pois ela acredita na capacidade de respeitar seu corpo para que ele faça o que já vem programado em seu subconsciente.

Mas então, para que existem médicos e parteiras? Para darem assistência durante o processo, apenas garantindo que mãe e bebê estejam saudáveis, esses profissionais devem apenas assistir a mulher parindo, intervindo apenas em último caso, quando realmente é necessário.

Recém-nascido no colo da mamãe - Kati Molin / ShutterStock

E para que as doulas? São elas que cuidam da saúde da mulher que ninguém vê, é aquela saúde que se sente, que se ouve sem que seja dita uma palavra, são os medos que aparecem e que devem ser divididos com outra pessoa, para que seja disseminado. A doula é a voz quando a mulher precisa ouvir que consegue, quando ela precisa que alguém afirme o que ela já sabe. É a mão que acaricia e que conforta, é o abraço, é a paciência adquirida com experiência em acompanhar mulheres parindo. A Doula é assistência física e emocional, que não precisa se dividir entre funções, ela está ali somente para apoiar a parturiente.

Hoje conversei com um amigo que faz residência em medicina, sobre como é bizarro a maneira das pessoas encararem o parto, a mulher que fica horas com contrações, sem dormir, sem comer direito, é a última a receber o crédito pelo próprio parto. Partos de emergência, atendidos por leigos, por bombeiros, policiais são eles sempre os heróis. Mulheres que muitas vezes pariram sozinhas, sem ninguém do lado, simplesmente porque o parto aconteceu muito rápido, sai no jornal com a frase “e por sorte tudo ocorreu bem…”

Escrevem logo o MILAGRE então que correu tudo bem.

É preciso que as gestantes entendam isso, quem faz o parto são elas, são seus corpos, seus instintos e elas devem exigir isso. Vejo muitas mulheres que frequentam as minhas palestras ou que enviam e-mail para pedir orientações, e elas acham estranho quando a orientação é esperar em casa até que as contrações estejam próximas e reguladas, desde que claro, a bolsa esteja íntegra, bebê se movimentando, etc. Porque elas acham que estando no hospital, os médicos vão fazer o trabalho de parto funcionar e a hora de empurrar e tudo mais. E até mesmo algumas doulandas que me ligam no início do trabalho de parto, elas ficam apreensivas para que eu vá para suas casas logo, para seguirmos para a maternidade e só então depois de conversar novamente é que elas conseguem lembrar que a única coisa a se fazer é esperar.

O parto tem seu tempo, ele pode ser longo, rápido, fácil, complicado mas ele tem o seu próprio tempo, e desde que esteja tudo bem, não há necessidade de intervir no processo natural. E ir para o hospital/maternidade antes do tempo certo, é aumentar a ansiedade da própria equipe e as intervenções sem necessidade. As mulheres precisam resgatar essa verdade, elas precisam lutar e mostrar que elas são as protagonistas no parto, ela e seu bebê. A equipe é formada por coadjuvantes, mas quem deve decidir onde será o parto, com quem será, a posição e como, deve ser a mulher.

Aliás, eu quero dedicar esse texto para as mulheres empoderadas que eu já acompanhei e que estou acompanhando, mulheres que eu vejo lutarem contra o sistema, contra família, e qualquer outra pessoa que entre no caminho da realização daquele grande desejo. Vocês podem tudo, o parto é de vocês. Uma boa hora a todas!

fonte: Texto escrito por Cris Doula e publicado em Guia do Bebê.

Protocole o desejo de ser acompanhada por uma Doula no hospital! Fica a dica!

Apesar da presença da Doula durante todo trabalho de parto, parto e pós parto, ser uma prática incentivada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, apesar das evidências mostrarem que a presença de uma Doula pode trazer benefícios para o binômio mãe-bebê, apesar da presença da Doula ser uma prática comum e até mesmo incentivada por serviços de saúde de países de primeiro mundo que possuem excelentes indicadores materno-fetais, ainda temos hospitais no Brasil que PROIBEM a presença da Doula como suporte contínuo, intra-parto ou mesmo cerceiam o direito de escolha da mulher, colocando à disposição da parturiente apenas meia dúzia de doulas cadastradas e tuteladas pela instituição.




                      Muitas mulheres acabam optando por ficar com sua doula quando o hospital exige que apenas o marido ou a doula esteja com ela no momento do nascimento. Outras optam pelo marido e pai da criança, naturalmente. O que ninguém vê, é que nessa disputa de “vamos ver quem manda aqui” quem sai  perdendo não é só a mulher. É a própria instituição.

                      A presença da doula, conforme apontam estudos, pode reduzir o tempo de trabalho de parto, o pedido de analgesia, a indicação de cesareas e a satisfação da mulher com o processo do parto e nascimento. Pode ainda melhorar a formação do vínculo mãe-bebe, melhorar as taxas de amamentação e reduzir a chance de depressão pós-parto. Então só uma pessoa completamente desinformada ou completamente sem empatia ou sem interesse no bem estar de seus clientes pode proibir a presença da doula de livre escolha da mulher.

                      A situação é tão absurda, que na tentativa de justificarem essa regra estafapúrdia, algumas instituições dizem que “a doula não cabe no centro obstétrico”. OK, mas a equipe de fotografia do hospital cabe. Ou então dizem que é para evitar contaminação devido a um grande número de pessoas dentro do centro obstétrico. Ok, mas a equipe de fotografia não contamina. Ou seja, argumentos vazios que caem por terra quando são questionados.

                      Mulheres informadas de seus direitos e dos benefícios da Doula durante o trabalho de parto já se preparam para terem seu direito de escolha garantido. Quem pode escolher uma instituição que incentive a presença da Doula escolhe. Quem não pode procura caminhos jurídicos para fazer seu direito.

Veja abaixo a carta que uma gestante que não deseja ser identificada, protocolou em um hospital onde pretende ter seu bebê.  Você também pode protocolar uma carta de igual teor se está encontrando dificuldades em ter sua Doula com você no seu parto. Em breve contaremos para vocês o desfecho desta história.
                      E você? Conte para nós quais recursos usou para ter sua doula junto com você em uma instituição que não aprova a presença das doulas.

Ilustríssimo Senhor Diretor Presidente do Hospital xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
NOME, RG XX SSP/SP, brasileira, casada, residente a Rua XXXX, F: XXX, email: pXXXXX, com XX semanas incompletas de gestação, venho a presença de Vossa Senhoria informar e requerer o que segue:
Eu e minha família, após tomarmos conhecimento sobre os valores que guiam o trabalho do Hospital xxxxxxxxxxx tanto pelo sítio na internet, quanto por “outdoors” espalhados pela cidade, especialmente referente ao princípio da HUMANIZAÇÃO, escolhemos o Hospital xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx como local adequado para parir meu primeiro filho, mediante um parto normal humanizado hospitalar.
Então, contratei a assistência da médica especialista em ginecologia e obstetrícia, Dra. XXXXXX, que se comprometeu a auxiliar tal parto, dentro do Hospital xxxxxxxxxxxxxxx, e esta indicou o acompanhamento de uma doula profissional, como forma de propiciar apoio contínuo e integral a mim durante o trabalho de parto, nascimento e pós-parto. Assim, também contratei a doula profissional, NOME , que ainda conta com a formação profissional na área da saúde, como XXX
É sabido que a doula, profissão formalmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 31/01/2013, com classificação própria dentro do rol brasileiro de ocupações (CBO), é profissional treinada a oferecer suporte físico e emocional contínuo à parturiente, com resultados expressivos e comprovados quanto a maior chance de ocorrência de parto vaginal espontâneo, menor necessidade de analgesia de parto, menor duração do tempo de trabalho de parto, menor risco de cesariana, menor risco de parto instrumental, menor risco de nascimento de bebês com baixos escores de Apgar no 5º minuto e menor risco de relatar insatisfação com a experiência de parto, todos estes itens intensamente por mim desejados.
O próprio Ministério do Trabalho aponta como funções da doula:
Prestar apoio/suporte para a mulher no ciclo gravídico puerperal
– Auxiliar gestante na elaboração do plano de parto
– Ensinar técnicas respiratórias
– Sugerir posturas de alívio de dor
– Indicar técnicas de hidroterapia
– Treinar exercícios de condução e indução natural de parto
– Ensinar a cronometrar contração
– Ensinar técnica de preparo perineal
– Ensinar técnicas de propriocepção
– Facilitar descida e posicionamento do bebê
– Adequar ambiente para bem estar da parturiente
– Promover vínculo no primeiro contato bebê-mãe
– Promover amamentação na primeira hora de vida
– Incentivar participação ativa do acompanhante
– Realizar visita pós-parto


Por certo que algumas destas funções somente podem ser desempenhadas dentro da unidade hospitalar escolhida pela gestante, como a facilitação da descida e posicionamento do bebê, adequação do ambiente, promoção do vínculo entre mãe e bebê, promoção da amamentação na primeira hora de vida e incentivo da participação ativa do acompanhante da parturiente, restando extremamente claro que DOULA NÃO É ACOMPANHANTE e sim parte da equipe técnica contratada ou posta em disponibilidade à parturiente.
Artigos científicos corroboram os argumentos de que o apoio de doula é responsável por melhorias em todo o processo intraparto, com a conclusão de que todas as mulheres devem ter apoio durante o trabalho de parto.


Obtive a informação diretamente do Hospital xxxxxxxxxxxxx que é permitida a entrada de equipe de fotografia e filmagem durante o parto, inclusive dentro do centro obstétrico, assim, não há que se falar em restrição da presença de uma doula quanto ao espaço físico, já que não pretendo contratar tal serviço de fotografia. Tampouco há que se falar em impedimento de entrada de uma doula por questões de higiene e segurança hospital, visto que a doula, assim como o acompanhante por mim indicado, comprometem-se a submeter-se a todos os procedimentos cabíveis a tal fim. Por fim, também não há que se falar em receio de possível interferência da doula ao trabalho da equipe médica responsável pelo parto, vez que a médica por mim contratada autoriza e deseja a presença da doula e esta tem plena ciência dos limites de sua atuação, sem qualquer intenção ou autorização para interferir em procedimentos médicos e decisões sobre o parto.
Não é demais lembrar que no início de 2013, duas das mais conceituadas maternidades da cidade de São Paulo, Santa Joana e Pro Matre Paulistana, esboçaram intenção de seguir pelo caminho contrário às evidências, dificultando a entrada de doulas com as pacientes, além de seu acompanhante permitido por lei. Entretanto, a repercussão na grande mídia foi imediata, com inúmeras matérias jornalísticas, gerando grande insatisfação nas potenciais pacientes, manifestações de rua e atos organizados por grupos de apoio às gestantes. Então, como medida mais adequada e justa, a doulas puderam voltar a realizar seu trabalho junto as parturientes em tais maternidades, conforme seguem algumas reportagens dos dois jornais de maior circulação no Estado:


Diante todo o exposto, REQUEIRO que a doula XXXX seja autorizada a participar de todo o período de meu trabalho de parto, nascimento e pós-parto que ocorra nas dependências do Hospital xxxxxxxx.
cidade, data e ano.
NOME E ASSINATURA

sábado, 17 de maio de 2014

"O Renascimento do Parto" em BOTUCATU

Esse é só o começo! Espero SIM ver uma mudança enorme no cenário obstétrico em nosso país...e porque não começar com o famoso passo da formiguinha?

Com o apoio da prefeitura e da Secretaria Municipal da Cultura de Botucatu, finalmente será feita a exibição do filme "O Renascimento do parto" em nossa cidade.
Estou muito feliz de ter conseguido realizar esse projeto, e agradeço desde já ao secretário da cultura Osni Ribeiro que desde o primeiro contato demonstrou prontamente o interesse em apoiar essa causa.

Agora é torcer para que seja um SUCESSO!!!!
Depois volto e conto como foi o evento! Cruzem os dedos! :)



sábado, 18 de janeiro de 2014

Porque você provavelmente vai acabar numa cesariana - Por Ana Cris Duarte




Querida Amiga: saber da sua gravidez só me trouxe alegrias. Na verdade muitas alegrias e uma preocupação. Um dia o bebê vai nascer e eu temo pela qualidade desse nascimento, em tudo o que não depende de você e de sua vontade. Por isso eu queria aqui te contar porque é que você dificilmente escapará de uma cesariana, ainda que deseje ardentemente um parto natural/normal.

Bola de cristal? Imagina, você que pensa! Curso básico de estatística, terceiro ano colegial, lembra?

Primeiro vamos aos fatos. - A imensa maioria dos hospitais privados em nosso estado, em nossa cidade, têm por volta de 90 a 95% de cesarianas.- Tem três pesquisas científicas muito bacanas mostrando que 70% das mulheres querem parto normal. - E temos a Organização Mundial da Saúde dizendo que apenas 15% das mulheres precisam de cesárea.

Em algum momento, entre o começo do pré natal e o parto, as mulheres acabam na cesárea, não precisando e não desejando.

Por outro lado, vamos ao plano de saúde.

- Um médico de plano ganha por volta de 300 a 500 reais para realizar um parto.
- Supondo que ele esteja de plantão no dia e tenha que chamar um substituto para cobrir o plantão, ele vai pagar R$ 600 a R$ 800 para o substituto. Então ele já perdeu uns 200 a 500 reais para te atender.
- Se ele deixar de atender 6 horas de consultório por sua causa, são por volta de 20 consultas de 40 reais, assim por baixo. R$ 800 de prejuízo, no mínimo.
- Se ele tiver que pegar a estrada, pagar pedágio e chamar uma babá para dar conta das crianças, são R$ 300 reais.
- Portanto o fato é que parto normal, para os médicos de convênio, representa um prejuízo financeiro enorme.

E por fim, vamos à terceira questão. Eu chamo isso de "Fator Varella". Disse Drauzio Varella certa vez em entrevista à Revista Claudia:- Parto normal é muito chato. É muito mais fácil botar a mulher na maca e "Pumba!" fazer uma cesárea.
O fato é que muitos obstetras não querem mais atender partos normais. Fizeram tantas cesarianas que perderam a paciência e a mão. Sem essa vivência diária do parto normal, perde a capacidade de achar soluções e operam como solução para qualquer problema. Assim, acham que passar de 40 semanas, bebê grande, bebê de costas, bebê alto, tudo é indicação de cesariana. E a maioria das obstetras optou por cesáreas, para si e para suas parentes. Idem para os obstetras homens, em relação à suas mulheres. Portanto é claro que não irão fazer para você algo que consideram "pior" ou "mais arriscado".

Às vezes o médico tem um discurso maravilhoso, e até acho que pode ter boa fé. Mas no fim, com a barriga crescendo, a pressão do convênio, da rotina, da vida doméstica, e o imenso prejuízo financeiro que ele certamente vai levar atendendo seu parto, tudo isso vai fazer com que ele não tenha outra saída a não ser pedir um ultrasom com 37 semanas e descartar seu parto porque o bebê está grande/pequeno, você está gorda/magra, o líquido ficou muito/pouco, etc.. E sua cesárea será marcada, junto com outras 2 ou 3 clientes, para facilitar a vida nada fácil que ele leva.

Eu não acho que seja sacanagem dele. Acho que ele é apenas mais um elo enferrujado de uma corrente que não nos serve mais. Não tenho soluções fáceis para você, nem sequer garantias. Só queria que você entendesse que a sua vontade, frente a essa imensa engrenagem que são os planos de saúde, os hospitais particulares, os médicos cansados e sobrecarregados, não vai representar muito, na hora da decisão. A nossa vontade fica tão menor do que tudo isso, que ela não consegue fazer a roda da engrenagem girar no sentido contrário.

Seria preciso muito mais do que desejo. Se quiser qualquer ajuda para achar as saídas, as rachaduras do sistema, me fala, que eu vou gostar muito de te ajudar. E se decidir marcar sua cesárea, faça-o sem o famigerado sentimento de culpa, que em nada nos ajuda. Entenda os riscos, minimize-os o tanto quanto seja possível, e pronto.

A maternidade não se resume ao parto, nem é definida pelo parto, assim como um casamento não se resume à cerimônia, nem por ela é definido. Eles são os portais, e como tal, tem sua importância. O que se perde num nascimento de qualidade, nós podemos recuperar ao longo da vida. Cada um de nós sabe até onde consegue ir, quais leões gostaria de matar por um nascimento suave, respeitoso, delicado, amoroso, silencioso.

Vá até onde você deseja e saiba que estou ao seu lado, sempre.

Um abraço forte!

Nota publicada por Ana Cris em sua página pessoal no Facebook 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cesárea aumenta ocorrência de alergia em crianças.






Alergias e bactérias
Pesquisadores dinamarqueses estabeleceram uma ligação direta entre as alergias, ou doenças de hiper-sensibilidade, e a exposição das crianças a bactérias.
A análise comparou o diagnóstico de alergia com as bactérias identificadas em exames de fezes das crianças.
"Em nosso estudo, de mais de 400 crianças, nós observamos uma conexão direta entre o número de diferentes bactérias em seus retos e o risco de desenvolvimento de doenças alérgicas mais tarde na vida," disse o Dr. Hans Bisgaard, da Universidade de Copenhague.

Cesárea e alergias
Segundo o pesquisador, o problema começa no nascimento das crianças.
"A reduzida diversidade da microbiota intestinal durante a infância está associada com um aumento do risco de doenças alérgicas na idade escolar," afirma.
Nas crianças com maior diversidade bacteriana, esse risco diminui - e quanto maior a diversidade, menor é o risco.
"Então faz diferença se o bebê nasceu por parto normal, encontrando as primeiras bactérias de sua mãe, ou por cesárea, que expõe o recém-nascido a uma quantidade menor de bactérias, e bactérias totalmente diferentes. Pode ser por isso que muito mais crianças nascidas por cesárea desenvolvem alergias," afirma Bisgaard.

Influência das bactérias
O pesquisador afirma que o risco de alergia não está ligado a uma única bactéria, mas à variedade de bactérias à qual a criança é exposta.
Segundo ele, a "janela temporal" durante a qual o bebê é imunologicamente imaturo e pode ser influenciado pelas bactérias é muito breve, e se fecha poucos meses depois do nascimento.
"Nossas descobertas coincidem com o grande número de conclusões que também têm sido feitas no campo da asma e da febre do feno," explica o pesquisador, referindo-se a duas condições que, como as alergias, são disparadas por vários fatores nas primeiras semanas de vida.

Hipótese da higiene
O estudo é mais um que se junta às crescentes evidências da chamada "Hipótese da Higiene", que afirma que a limpeza excessiva pode fazer as pessoas adoecerem mais.
O professor Bisgaard reconhece a ironia de que algo que é sempre visto como uma ameaça à saúde das pessoas, as bactérias, possam ser uma parte fundamental da vida saudável.

"Eu acredito que um mecanismo que afeta o sistema imunológico irá afetar mais do que simplesmente as alergias. Não seria surpresa para mim se doenças como a obesidade e o diabetes também não fossem disparadas cedo na vida e dependam de como nossas defesas imunológicas são aperfeiçoadas encontrando culturas bacterianas ao nosso redor," conclui ele.

Publicado em Diário da Saúde

Uma semana de antibiótico pode enfraquecer as defesas do corpo por até dois anos

Tomar antibiótico por uma semana pode prejudicar as defesas do organismo por até dois anos, segundo estudo feito pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas e publicado na revista "Microbiology".
Flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou nocivos à saúde, que convivem em equilíbrio.
As bactérias "boas" têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico.

"A função mais importante é controlar bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções", diz Ricardo Barbuti, membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia.
Segundo o especialista, há muito se sabe que os antibióticos têm efeito na flora intestinal. O que o estudo recém-publicado mostra é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava.
"Além de causar um desequilíbrio passageiro, o remédio também seleciona bactérias resistentes. Agora sabemos que essa resistência pode durar mais tempo", explica André Zonetti de Arruda Leite, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.



Editoria de Arte/Folhapress


CONSEQUÊNCIAS
Diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites) são as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal. Tanto faz se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta -por mais ou menos tempo do que o necessário.

"O medicamento deve ser usado só quando o benefício compensa o risco e não há outra alternativa", diz Barbuti. Gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibiótico.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/827146-uma-semana-de-antibiotico-pode-enfraquecer-as-defesas-do-corpo-por-ate-dois-anos.shtml

Por que bater não educa e ainda torna o seu filho agressivo, agora e no futuro.

 Shutterstock
Bater, gritar, chacoalhar a criança na hora de um ataque de birra. Com certeza, você já presenciou uma cena dessa em algum momento. O que você achou? Agressivo, né? Pois bem. Infelizmente, essas "técnicas" para mudar o comportamento de um filho continuam firmes e fortes no dia a dia de algumas famílias. E comentários do tipo "não concordo em espancar, só dou um tapinha na mão" são fáceis quando o assunto palmada é foco de alguma nova reportagem. Faz parte desta lista o "apanhei e não sou revoltado", e por aí vai. Geralmente, são essas pessoas que apanharam que agora estão batendo...
É exatamente esse ato-reflexo da agressividade a conclusão de uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo (USP), divulgada recentemente. A análise mostrou que as crianças que apanharam na infância têm maior probabilidade de adotar a violência em situações do cotidiano quando adultas. 

"A criança entende que a violência é uma opção legítima e vai usá-la quando tiver um conflito com colegas da escola, por exemplo. Mas, ao agredir, ela também pode sofrer agressão e se tornar vítima. E isso cresce de forma exponencial ao longo da vida", disse em nota a psicóloga Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV. Sim, as crianças vão repetir o que aprenderam em casa - hoje e no futuro, seja com com amigos, irmãos, companheiros, parentes, na faculdade, no trabalho. 

A pesquisa - realizada em 11 capitais brasileiras - revelou ainda que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais. E a palmada era apenas coadjuvante nesses casos. Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que os tapas, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias. 
Aqueles que apanhavam muito (os 20%) foram os que mais escolheram a opção "bater muito" em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Eles também esperavam que os filhos respondessem com violência caso sofressem alguma agressão física na escola.
Um estudo anterior, realizado por cientistas da Universidade de Manitoba, e publicado em fevereiro deste ano no Canadian Medical Association Journal (Revista da Associação Médica Canadense) revisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto e o resultado mostrou que nenhuma delas sugeriu qualquer benefício da agressão como forma de educar. Pelo contrário: assim como os pesquisadores brasileiros, os canadenses também descobriram que as crianças que apanharam na infância se tornam mais agressivas.


Se você já apanhou, também deve se lembrar bem do sentimento que tinha naquela hora. "A criança que sofre agressão se sente rejeitada pelos pais, e isso contribui para sua baixa autoestima, transtornos de ansiedade, depressão, estresse", afirma Gustavo Teixeira, psiquiatra e autor dos livros Manual Antibullying e Desatentos e Hiperativos(ambos da Ed. BestSeller). Além disso, a baixa autoestima de uma criança a torna alvo de bullying como também facilita que ela se torne agressora. 

Mesmo com tantas provas de que ser agressivo com o filho só traz resultados negativos isso ainda é tão forte na sociedade. Por quê? "Por resistência, negação do problema, desinteresse em mudar, pressa em uma solução rápida, com péssimos resultados depois", reforça Teixeira. Não tem segredo. Para educar uma criança, é preciso paciência, persistência, tempo e carinho. "Eu continuo sempre acreditando que uma hora isso vai mudar", diz Teixeira.

Estudo recomenda que bebês durmam com as mães.





Mães que quiserem dormir com bebês devem pedir ajuda a profissionais qualificados para evitar acidentes. 
Muitos médicos não recomendam que as mães durmam com bebês recém-nascidos, especialmente pelo risco de sufocamento. Mas, de acordo com estudo sul-africano publicado na revista Biological Psychiatry, os bebês que não dormem em contato com a mãe ficam mais estressados e, com isso, o sono também é prejudicado.

Os pesquisadores avaliaram o sono de 16 recém-nascidos com apenas dois dias de vida por uma hora. Parte deles dormiu próxima ao peito da mãe, e outra, no mesmo quarto, mas em um moisés. Os cientistas mediram a variabilidade da frequência cardíaca, que é um método mais eficaz para medir os níveis de estresse.

Segundo Nils Bergman, coautor do estudo, o desejável é que o bebê tenha um sono cíclico e a maioria dos bebês que foram separados da mãe não conseguiram ter esse tipo de sono, pois ficaram estressados durante o período.

Entretanto, a prática precisa ser feita com cautela: só nos Estados Unidos, o sufocamento foi a terceira maior causa de mortes infantis.

De acordo com a Academia Americana de Pediatria (APP), o problema não é ter o contato com a mãe, que é de fato bom para o sono da criança, mas sim as consequências do ato.
A indicação é que as mães que quiserem fazer isso devem pedir ajuda para aprender como monitorar o bebê durante a noite, para que a passagem de ar da criança não fique obstruída.

Ioga reduz sintomas de depressão na gravidez e melhora o humor.

Mulheres grávidas que praticam séries de ioga por pelo menos dez semanas apresentam melhora do humor, afirmam se sentir mais conectadas com seus bebês no útero e reduzem os sintomas e o risco de depressão antes e após o parto, segundo pesquisa da Universidade de Michigan divulgada nesta semana (artigo completo aqui).
Quando se pensa que 1 em casa 5 mulheres grávidas apresentam algum sintoma de depressão, um resultado como esse pode ajudar médicos e gestantes a adotarem as aulas de ioga como medida preventiva, que não envolve medicações (de uso mais restrito durante uma gestação) e praticamente não tem efeitos colaterais.
É claro que qualquer atividade física precisa ser antes discutida com o médico que acompanha a mulher e até mesmo as posturas feitas precisam ser avaliadas previamente. Cada gestação é uma gestação e muitas mulheres têm diversos tipos de restrições e precisam de um acompanhamento especial – por isso, novamente, é importante conversar com médico e também procurar instrutores de ioga que sejam especializados em aulas para gestantes antes de começar qualquer prática.
A pesquisa, publicada no periódico científico Complementary Therapies in Clinical Practice, foram avaliadas mulheres que afirmaram se sentir muito irritadas, ansiosas e estressadas durante a gestação, resultado de mudanças hormonais e demandas familiares e profissionais.
"Sempre vimos mulheres grávidas procurando aulas de ioga para tentarem reduzir o estresse, mas não havia nenhuma informação sobre a eficácia do método", afirma a principal autora do estudo, a psiquiatra Maria Muzik, do Centro para Crescimento e Desenvolvimento Humano da universidade.  "Com nossos resultados, percebemos que a ioga pode ser uma alternativa para tratamentos farmacêuticos para mulheres grávidas que começam a apresentar sinais de depressão", completa ela.
A série abaixo, para ilustrar do que estamos falando, foi feita pela Richardson Bikram Yoga.
Publicado em http://blogs.estadao.com.br/simone-iwasso/ioga-reduz-sintomas-de-depressao-na-gravidez-e-melhora-o-humor/