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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sobre a Lei da Doula



Parece que foi ontem que comecei a atuar como Doula...lembro de pessoas e situações que aconteceram ainda beeem no comecinho deste aprendizado! Quando eu ainda nem sabia direito o que fazer pra ajudar aquelas mulheres todas!

Mas o tempo passou...pessoas chegaram, outras partiram...mas eu ainda estou aqui, e a batalha continua.

Trabalhar exclusivamente como Doula nem sempre é fácil! As pessoas costumam ver superficialmente esse oficio...como um passatempo, ou como uma coisa linda e romântica...Mas a realidade não é bem essa.

Ser doula pra mim, é um pouco como parir (apesar de nunca ter parido, eu pude presenciar e sentir isso com tanta intensidade e tantas vezes, que quase acreditei em algumas delas que já tivesse vivido aquilo!) Mas recapitulando... ser doula é um pouco como parir, precisa de entrega, de informação, de insistência, suor, sangue, lágrimas e até mesmo gritos algumas vezes. Porque doula também é humana, também é mulher, também é mãe...e também tem medos, fraquezas e inseguranças.

Enfim...quando a coisa é vital, ela acontece! E então se passaram quatro anos! E eu continuo amando fazer isso, e continuo tendo que enfrentar algumas barreiras, dentre elas a maior de todas...EU mesma!

Essa semana aconteceu uma das maiores conquistas e provações que sinceramente durante muito tempo duvidei ter forcas para fazer e acontecer... Mas com MUITO, muito, muito apoio, sim, ela aconteceu!!

Foram três meses para que as coisas se desenrolassem e finalmente o dia chegou!!! 15 de fevereiro de 2016!! O dia da votação do projeto de lei N° 92/2015, ansiedade a mil, apenas três dias para divulgar isso e tentar encher a câmara municipal de pessoas unidas pelo mesmo ideal, mas deu tudo certo! Conseguimos!

Botucatu agora aprova a presença das doulas em todas as instituições hospitalares que prestam assistência ao parto! E com certeza isso é um ganho das mulheres!

E quem mais ganhou fui eu! Ganhei força, confiança no meu trabalho, e a certeza de que tenho comigo gente que torce por mim...pelas minhas conquistas!

Quero agradecer a todos que de alguma forma ajudaram...cada um de vocês sabem exatamente quem são! <3













Relato de Parto da Ana Carolina - Nascimento do Davi

Davi: desejado, planejado e intenso!

Finalmente arrisco a fazer meu relato de parto...
Confesso que já ensaiei algumas vezes... desisti, achei que estivesse “enferrujada” na arte de escrever, mas não... estava, apenas, vivendo, sentindo e respirando meu puerpério.

Pois bem.
Davi, esse era o nome escolhido muito antes de nos descobrimos “grávidos”.
E, por razões que não sei explicar, eu tinha certeza que seria mãe de um menino.
Eu sempre quis ter um parto normal e, sabendo que teria que ir contra o sistema, comecei procurando uma Doula e encontrei minha querida Mariana Castelo Branco.
Através dela e de seu grupo de apoio (Do Fundo do Ventre), conheci a Dra. Claudinha (Claudia Garcia Magalhães), a médica mais humana, gentil, carinhosa, alto astral, atenciosa e fofa do universo! Neste dia, eu disse a ela que ainda não estava grávida, mas que não abria mão de tê-la como médica, especialmente depois que vim a saber que ela não só torcia para o nosso Corinthians, como também fazia o famoso “batismo corinthiano” na hora do nascimento! rsrsrsrsrsrs

Então, no dia 07 de janeiro de 2015, com 13 dias de atraso, sem muitas expectativas, fiz exame de sangue e, BINGO, estava grávida!
E agora? Queria contar de um jeito especial para o Thiago, então peguei uma roupinha fofa de bebê que tinha comprado para dar de presente e na caixa colei o resultado do exame e entreguei para o “papai”, que jogou a caixa longe e nem viu o exame... mas, ao pegar aquele body minúsculo, incrédulo, olhou pra mim, perguntou se era verdade e me abraçou longamente!

Fiz o exame de sexagem fetal, pois estava saindo de viagem e queria aproveitar para fazer o enxoval lá fora. E lá mesmo recebi a confirmação de que esperava o Davi!!!

De volta ao Brasil, com 14 semanas, a primeira bomba: meu pai, uma pessoa de hábitos super saudáveis, teria que se submeter a uma cirurgia cardíaca de grande porte.Vencemos, como eu tinha certeza que venceríamos, afinal meu filho não podia nascer sem conviver com o melhor vovô do mundo!!!

Alguns meses mais tarde, já de 28 semanas, a segunda bomba: o atropelamento de uma pedestre na rodovia, sem consequências físicas, mas um susto sem tamanho.

E, por fim, na reta final, já com 38 semanas, uma cólica renal insuportavelmente dolorida, que me fez confundir com os pródromos.

Ah, não posso esquecer de contar que a Claudinha estava indo para congressos/simpósios nessas últimas semanas e que eu sempre conversava com o Davi, pedindo pra ele esperar a “tia Claudinha” voltar! E ele, de fato, obedeceu a mamãe e esperou!!! kkkkkkkkkk

E de fato ele esperou! Com 39 semanas e 5 dias, as contrações vieram pra valer. Por volta das 22h00 do dia 1º de setembro de 2015, comecei a ficar sem posição, sentia um forte incômodo na pelve, irradiando para a lombar.
Decidi ir deitar e, então, as contrações foram ritmando. Pedi para o Thiago ligar pra Mari e pra Claudinha... não sabia o que fazer/esperar. Fomos para o Hospital por volta das 0h30 e a Mari nos encontrou lá. Após ser examinada, com 4 cm de dilatação, decidimos voltar pra casa e esperar lá o TP ativo, onde alternei entre a cama e o chuveiro, devido ao pouco espaço no apto, vocalizando muito, pois isso me ajudava a aliviar a tensão, além de ter a Mari e o Thiago me amparando, massageando, encorajando, apoiando, cuidando e incentivando.




Nessa hora, tenho que dizer, bate uma tremenda insegurança, parece que perdemos a “coragem”, sei lá... perguntei pra Mari se a Claudinha me daria anestesia, caso eu pedisse... hahahaha

Até que, às 7h30 o Thiago disse que eu precisava levantar para irmos ao hospital e chegar junto com a Claudinha. Nesse exato momento, relaxei por completo, especialmente por ter a certeza de que tudo sairia como havíamos planejado...a bolsa rompeu! E foi um aguaceiro só! Hahahahahahahaha

Dei entrada na maternidade por volta das 8h30... a Claudinha me examinou e constatou 9 cm de dilatação (eu acho)... era chegada a hora de conhecer meu pequeno príncipe, já que ao longo de toda a gestação ele nunca quis mostrar seu rostinho no ultrassom.




Perto das 9h00 fomos para a sala de pré-parto, cuidadosamente preparada pela equipe da Claudinha. Bola, colchonete, chuveiro quentinho, banqueta, luzes apagadas, equipe reduzida, enfim... um sonho! Ali fiquei um tempo no chuveiro quentinho enquanto pude... até que pedi a banqueta, onde fiquei até o final.



Nessa hora, já entregue à partolândia, e sempre amparada pelo meu amor, pude ver a querida Alicinha Kiy(pediatra n.º 1 do Davi) e nossa amiga mais que especial, Bianca Cassettari emocionadíssima, vivendo tudo aquilo conosco e nos dando a força necessária para trazer o Davi ao mundo de um jeito todo especial.




E, em meio a tanto amor, sem comandos, apenas com a sugestão da Claudinha para que eu tentasse tocá-lo para sentir que ele estava chegando, sentindo o choro carregado de emoção de um pai espetacular, o meu mundo se tornou mais azul!

Assim, num parto natural humanizado, no dia 02 de setembro de 2015 às 10h02m, Davi chegou de mansinho, calmo, com um chorinho leve que cessou no imediato momento que veio para os meus braços entrelaçados pelos do Thiago.
Lindo, forte, saudável e com o nariz do papai (rsrsrs), com 49,5 cm e 3,280 kg, Davi foi colocado para mamar e esperamos o cordão para de pulsar para clampeá-lo.
Ficamos separados por pouquíssimos minutos, apenas para os procedimentos indispensáveis, porém não padronizados, sempre na presença do papai mais fresco do pedaço. Depois disso, ficamos nós três, inseparáveis, por todo o tempo que estivemos no hospital.
Ah, não posso esquecer de dizer que houve ainda o “nascimento” da placenta, de forma natural, sem qualquer manobra ou tracionamento. E, ao final, a melhor das notícias, períneo íntegro, sem nenhuma laceração importante, desnecessário qualquer ponto.













Quanto à dor... sim, dói, mas tenho comigo que muitas outras coisas doem infinitamente mais. Por exemplo, a cólica renal que me acometeu dias antes do nascimento... foi bem pior que a temida “dor do parto”, principalmente porque a esqueci imediatamente após ter o Davi em meus braços!!! E, sim, penso em sentir e viver essa dor mais uma vez, pelo menos!!!hahaha

Sem dúvida, posso dizer que foi a experiência mais intensa da minha vida, que me transformou e continua me transformando diariamente, há pouco mais de 5 meses.

Pra terminar, digo que todas nós, mulheres, nascemos para parir. Esta é a natureza.
Então, se este é o seu desejo, vá em frente, informe-se, contrate uma doula, corra atrás de um médico que realmente respeite a sua vontade, porque PARIR vale a pena sim.


Palavras nunca expressarão suficientemente minha gratidão, mas deixo aqui o meu “muito obrigada” a todos que participaram desse momento conosco, especialmente a Claudinha, a Mariana e a Alicinha, que nos assistiram de maneira espetacular!

Ana Carolina.












sábado, 13 de setembro de 2014

O Evento

"O Renascimento do Parto em Botucatu."


Antes mesmo do filme ser exibido nacionalmente, eu tive a oportunidade de assisti-lo em um congresso em Sorocaba. Ele foi exibido ainda inacabado, para uma platéia de pessoas informadas e envolvidas com a ideia da Humanização, médicos, enfermeiras, doulas, parteiras, gestantes, mães que puderam passar pela experiencia do parto e também estavam ali em busca de mais informação.
E logo ali, naquela primeira oportunidade de ser visto já foi sucesso absoluto! E realmente o caminho foi esse...o filme foi exibido em grande parte do território nacional , foi recorde de financiamento coletivo no Brasil, ganhou diversos prêmios pelo mundo afora...e então nosso encontro para a divulgação do filme em Botucatu foi assim...Lindo!! <3
Gostaria de Agradecer a todos que me ajudaram, direta ou indiretamente. Sem apoio o evento não teria acontecido! Obrigada!







Todas as fotos do evento AQUI!!!

domingo, 18 de maio de 2014

Quem faz o parto não é o médico, não é a parteira, não é a doula, e sim a mulher!

A mulher e seu bebê são os protagonistas e a equipe que a cerca são os coadjuvantes.

Esses dias após um parto, o marido ligou para a família contando que havia nascido e falou que “tal pessoa” havia feito o parto… eu que estava do lado da puérpera, vi que ela rapidamente virou a cabeça para a direção da voz dele e gritou: “Eu que fiz o parto”.

Comecei a rir, porque é lindo de ver/ouvir/presenciar uma mulher que pensa assim. Essa mulher sabe o que é parir da maneira mais verdadeira e pura, pois ela acredita na capacidade de respeitar seu corpo para que ele faça o que já vem programado em seu subconsciente.

Mas então, para que existem médicos e parteiras? Para darem assistência durante o processo, apenas garantindo que mãe e bebê estejam saudáveis, esses profissionais devem apenas assistir a mulher parindo, intervindo apenas em último caso, quando realmente é necessário.

Recém-nascido no colo da mamãe - Kati Molin / ShutterStock

E para que as doulas? São elas que cuidam da saúde da mulher que ninguém vê, é aquela saúde que se sente, que se ouve sem que seja dita uma palavra, são os medos que aparecem e que devem ser divididos com outra pessoa, para que seja disseminado. A doula é a voz quando a mulher precisa ouvir que consegue, quando ela precisa que alguém afirme o que ela já sabe. É a mão que acaricia e que conforta, é o abraço, é a paciência adquirida com experiência em acompanhar mulheres parindo. A Doula é assistência física e emocional, que não precisa se dividir entre funções, ela está ali somente para apoiar a parturiente.

Hoje conversei com um amigo que faz residência em medicina, sobre como é bizarro a maneira das pessoas encararem o parto, a mulher que fica horas com contrações, sem dormir, sem comer direito, é a última a receber o crédito pelo próprio parto. Partos de emergência, atendidos por leigos, por bombeiros, policiais são eles sempre os heróis. Mulheres que muitas vezes pariram sozinhas, sem ninguém do lado, simplesmente porque o parto aconteceu muito rápido, sai no jornal com a frase “e por sorte tudo ocorreu bem…”

Escrevem logo o MILAGRE então que correu tudo bem.

É preciso que as gestantes entendam isso, quem faz o parto são elas, são seus corpos, seus instintos e elas devem exigir isso. Vejo muitas mulheres que frequentam as minhas palestras ou que enviam e-mail para pedir orientações, e elas acham estranho quando a orientação é esperar em casa até que as contrações estejam próximas e reguladas, desde que claro, a bolsa esteja íntegra, bebê se movimentando, etc. Porque elas acham que estando no hospital, os médicos vão fazer o trabalho de parto funcionar e a hora de empurrar e tudo mais. E até mesmo algumas doulandas que me ligam no início do trabalho de parto, elas ficam apreensivas para que eu vá para suas casas logo, para seguirmos para a maternidade e só então depois de conversar novamente é que elas conseguem lembrar que a única coisa a se fazer é esperar.

O parto tem seu tempo, ele pode ser longo, rápido, fácil, complicado mas ele tem o seu próprio tempo, e desde que esteja tudo bem, não há necessidade de intervir no processo natural. E ir para o hospital/maternidade antes do tempo certo, é aumentar a ansiedade da própria equipe e as intervenções sem necessidade. As mulheres precisam resgatar essa verdade, elas precisam lutar e mostrar que elas são as protagonistas no parto, ela e seu bebê. A equipe é formada por coadjuvantes, mas quem deve decidir onde será o parto, com quem será, a posição e como, deve ser a mulher.

Aliás, eu quero dedicar esse texto para as mulheres empoderadas que eu já acompanhei e que estou acompanhando, mulheres que eu vejo lutarem contra o sistema, contra família, e qualquer outra pessoa que entre no caminho da realização daquele grande desejo. Vocês podem tudo, o parto é de vocês. Uma boa hora a todas!

fonte: Texto escrito por Cris Doula e publicado em Guia do Bebê.

Protocole o desejo de ser acompanhada por uma Doula no hospital! Fica a dica!

Apesar da presença da Doula durante todo trabalho de parto, parto e pós parto, ser uma prática incentivada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, apesar das evidências mostrarem que a presença de uma Doula pode trazer benefícios para o binômio mãe-bebê, apesar da presença da Doula ser uma prática comum e até mesmo incentivada por serviços de saúde de países de primeiro mundo que possuem excelentes indicadores materno-fetais, ainda temos hospitais no Brasil que PROIBEM a presença da Doula como suporte contínuo, intra-parto ou mesmo cerceiam o direito de escolha da mulher, colocando à disposição da parturiente apenas meia dúzia de doulas cadastradas e tuteladas pela instituição.




                      Muitas mulheres acabam optando por ficar com sua doula quando o hospital exige que apenas o marido ou a doula esteja com ela no momento do nascimento. Outras optam pelo marido e pai da criança, naturalmente. O que ninguém vê, é que nessa disputa de “vamos ver quem manda aqui” quem sai  perdendo não é só a mulher. É a própria instituição.

                      A presença da doula, conforme apontam estudos, pode reduzir o tempo de trabalho de parto, o pedido de analgesia, a indicação de cesareas e a satisfação da mulher com o processo do parto e nascimento. Pode ainda melhorar a formação do vínculo mãe-bebe, melhorar as taxas de amamentação e reduzir a chance de depressão pós-parto. Então só uma pessoa completamente desinformada ou completamente sem empatia ou sem interesse no bem estar de seus clientes pode proibir a presença da doula de livre escolha da mulher.

                      A situação é tão absurda, que na tentativa de justificarem essa regra estafapúrdia, algumas instituições dizem que “a doula não cabe no centro obstétrico”. OK, mas a equipe de fotografia do hospital cabe. Ou então dizem que é para evitar contaminação devido a um grande número de pessoas dentro do centro obstétrico. Ok, mas a equipe de fotografia não contamina. Ou seja, argumentos vazios que caem por terra quando são questionados.

                      Mulheres informadas de seus direitos e dos benefícios da Doula durante o trabalho de parto já se preparam para terem seu direito de escolha garantido. Quem pode escolher uma instituição que incentive a presença da Doula escolhe. Quem não pode procura caminhos jurídicos para fazer seu direito.

Veja abaixo a carta que uma gestante que não deseja ser identificada, protocolou em um hospital onde pretende ter seu bebê.  Você também pode protocolar uma carta de igual teor se está encontrando dificuldades em ter sua Doula com você no seu parto. Em breve contaremos para vocês o desfecho desta história.
                      E você? Conte para nós quais recursos usou para ter sua doula junto com você em uma instituição que não aprova a presença das doulas.

Ilustríssimo Senhor Diretor Presidente do Hospital xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
NOME, RG XX SSP/SP, brasileira, casada, residente a Rua XXXX, F: XXX, email: pXXXXX, com XX semanas incompletas de gestação, venho a presença de Vossa Senhoria informar e requerer o que segue:
Eu e minha família, após tomarmos conhecimento sobre os valores que guiam o trabalho do Hospital xxxxxxxxxxx tanto pelo sítio na internet, quanto por “outdoors” espalhados pela cidade, especialmente referente ao princípio da HUMANIZAÇÃO, escolhemos o Hospital xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx como local adequado para parir meu primeiro filho, mediante um parto normal humanizado hospitalar.
Então, contratei a assistência da médica especialista em ginecologia e obstetrícia, Dra. XXXXXX, que se comprometeu a auxiliar tal parto, dentro do Hospital xxxxxxxxxxxxxxx, e esta indicou o acompanhamento de uma doula profissional, como forma de propiciar apoio contínuo e integral a mim durante o trabalho de parto, nascimento e pós-parto. Assim, também contratei a doula profissional, NOME , que ainda conta com a formação profissional na área da saúde, como XXX
É sabido que a doula, profissão formalmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 31/01/2013, com classificação própria dentro do rol brasileiro de ocupações (CBO), é profissional treinada a oferecer suporte físico e emocional contínuo à parturiente, com resultados expressivos e comprovados quanto a maior chance de ocorrência de parto vaginal espontâneo, menor necessidade de analgesia de parto, menor duração do tempo de trabalho de parto, menor risco de cesariana, menor risco de parto instrumental, menor risco de nascimento de bebês com baixos escores de Apgar no 5º minuto e menor risco de relatar insatisfação com a experiência de parto, todos estes itens intensamente por mim desejados.
O próprio Ministério do Trabalho aponta como funções da doula:
Prestar apoio/suporte para a mulher no ciclo gravídico puerperal
– Auxiliar gestante na elaboração do plano de parto
– Ensinar técnicas respiratórias
– Sugerir posturas de alívio de dor
– Indicar técnicas de hidroterapia
– Treinar exercícios de condução e indução natural de parto
– Ensinar a cronometrar contração
– Ensinar técnica de preparo perineal
– Ensinar técnicas de propriocepção
– Facilitar descida e posicionamento do bebê
– Adequar ambiente para bem estar da parturiente
– Promover vínculo no primeiro contato bebê-mãe
– Promover amamentação na primeira hora de vida
– Incentivar participação ativa do acompanhante
– Realizar visita pós-parto


Por certo que algumas destas funções somente podem ser desempenhadas dentro da unidade hospitalar escolhida pela gestante, como a facilitação da descida e posicionamento do bebê, adequação do ambiente, promoção do vínculo entre mãe e bebê, promoção da amamentação na primeira hora de vida e incentivo da participação ativa do acompanhante da parturiente, restando extremamente claro que DOULA NÃO É ACOMPANHANTE e sim parte da equipe técnica contratada ou posta em disponibilidade à parturiente.
Artigos científicos corroboram os argumentos de que o apoio de doula é responsável por melhorias em todo o processo intraparto, com a conclusão de que todas as mulheres devem ter apoio durante o trabalho de parto.


Obtive a informação diretamente do Hospital xxxxxxxxxxxxx que é permitida a entrada de equipe de fotografia e filmagem durante o parto, inclusive dentro do centro obstétrico, assim, não há que se falar em restrição da presença de uma doula quanto ao espaço físico, já que não pretendo contratar tal serviço de fotografia. Tampouco há que se falar em impedimento de entrada de uma doula por questões de higiene e segurança hospital, visto que a doula, assim como o acompanhante por mim indicado, comprometem-se a submeter-se a todos os procedimentos cabíveis a tal fim. Por fim, também não há que se falar em receio de possível interferência da doula ao trabalho da equipe médica responsável pelo parto, vez que a médica por mim contratada autoriza e deseja a presença da doula e esta tem plena ciência dos limites de sua atuação, sem qualquer intenção ou autorização para interferir em procedimentos médicos e decisões sobre o parto.
Não é demais lembrar que no início de 2013, duas das mais conceituadas maternidades da cidade de São Paulo, Santa Joana e Pro Matre Paulistana, esboçaram intenção de seguir pelo caminho contrário às evidências, dificultando a entrada de doulas com as pacientes, além de seu acompanhante permitido por lei. Entretanto, a repercussão na grande mídia foi imediata, com inúmeras matérias jornalísticas, gerando grande insatisfação nas potenciais pacientes, manifestações de rua e atos organizados por grupos de apoio às gestantes. Então, como medida mais adequada e justa, a doulas puderam voltar a realizar seu trabalho junto as parturientes em tais maternidades, conforme seguem algumas reportagens dos dois jornais de maior circulação no Estado:


Diante todo o exposto, REQUEIRO que a doula XXXX seja autorizada a participar de todo o período de meu trabalho de parto, nascimento e pós-parto que ocorra nas dependências do Hospital xxxxxxxx.
cidade, data e ano.
NOME E ASSINATURA

sábado, 17 de maio de 2014

"O Renascimento do Parto" em BOTUCATU

Esse é só o começo! Espero SIM ver uma mudança enorme no cenário obstétrico em nosso país...e porque não começar com o famoso passo da formiguinha?

Com o apoio da prefeitura e da Secretaria Municipal da Cultura de Botucatu, finalmente será feita a exibição do filme "O Renascimento do parto" em nossa cidade.
Estou muito feliz de ter conseguido realizar esse projeto, e agradeço desde já ao secretário da cultura Osni Ribeiro que desde o primeiro contato demonstrou prontamente o interesse em apoiar essa causa.

Agora é torcer para que seja um SUCESSO!!!!
Depois volto e conto como foi o evento! Cruzem os dedos! :)



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Um grande passo!


As doulas estão mesmo ganhando espaço! :) Acabamos de entrar oficialmente para a CBO (Cadastro Brasileiro de Ocupações). É uma grande conquista para que logo logo tenhamos a regulamentação da Doula como profissão!
Estamos quase lá!


 O que é CBO?

A Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, instituída por portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares. Os efeitos de uniformização pretendida pela Classificação Brasileira de Ocupações são de ordem administrativa e não se estendem as relações de trabalho. Já a regulamentação da profissão, diferentemente da CBO é realizada por meio de lei, cuja apreciação é feita pelo Congresso Nacional, por meio de seus Deputados e Senadores , e levada à sanção do Presidente da República.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Marchando juntas pela liberdade de escolha!

 


Agora não tem volta! As mulheres tomaram frente, se libertaram! E devagar, devagarinho estão re-conquistando suas vozes, suas escolhas, seus partos roubados...



Quando buscamos o direito da mulher de poder ter uma doula, estamos buscando humanização...respeito, informações com embasamento científico e  principalmente um parto respeitoso e com amor.

Aí então...surge mais um golpe contra as mulheres e contra o movimento de humanização do parto.

Na última semana, as maternidades Santa Joana e Pró-Matre, em São Paulo, divulgaram a (burra) decisão de não aceitar mais a presença de doulas nos partos realizados lá. Alegando como o motivo da tal decisão  a tentativa de reduzir os riscos de infecção hospitalar (oi?).
Depois voltaram atrás, dizendo que estavam refazendo o cadastro de doulas, desde que se tratem de psicólogas, fisioterapeutas, enfermeiras... Genteeeeeeeeeee, tá difícil!



Doula é doula! Não é psicóloga! Não é fisioterapeuta! Não é enfermeira!
Doula é SIM uma profissional pertencente a uma equipe multidisciplinar de atendimento ao parto.

Enfim...a ciência já reconhece os benefícios trazidos pelas doulas às parturientes, mas alguns hospitais temem que suas altas taxas de cesáreas (90%) possam com isso diminuir né... já pensou que problemão!



Mas AZativistas não deixam barato! E lá foram elas...mais uma vez...UNIDAS! LINDAS e de VERMELHO sanguenoZóio para a avenida Paulista!  e o resultado foi assim...EMOCIONANTE!



Por Ana Cris: " Começou com a concentração na frente da Gazeta. Carro de som nos esperando, e 1000 balões coloridos. As pessoas começaram a se juntar, e começamos o aquecimento. Anna Gallafrio soltou a voz, vamos lá meu povo, quais são as notas?? DÔ-LA DÔ-LAAAA
Atravessamos a Av Paulista escoltados pelo CET e pela PM, gente finíssima! No carro de som o microfone passando de mão em mão, com as frases todas, as músicas, as falas. Uma menina que era representante do Santa Joana ficou lá espalhando que o cadastro estava aberto às doulas psicólogas, fisioterapeutas e enfermeiras. Explicamos a diferença para a imprensa. Fomos seguindo pela Paulista até o Shopping. O carro de som foi embora e fomos só na voz, dobramos à esquerda, depois à direita na R. Dr Eduardo Amaro, que é o dono do Santa Joana. Entramos à esquerda na Apeninos e depois entramos na Rua do Santa Joana. Quando entramos, uma onda de silêncio: shhhhhhh hospital, pessoal, vamos fazer silêncio! Shhhhhhhhhh. Em silêncio ocupamos toda a calçada do hospital, que estava bloqueado com uma faixa para não entrarmos além da calçada.
Então as pessoas foram se sentando em silêncio no chão, com suas crianças, carrinhos, bexigas flutuando.
Kiara Terra então contou a história da D. Certeza, que decidiu atravessar o rio junto com sua doula. Em seguida, eu li a carta que iríamos entregar no Santa Joana.
Após a leitura da carta, pedi um minuto de silêncio por cada mulher que teve seu parto roubado, isso foi tãããão emocionante, porque daí as mulheres também começaram a levantar suas mãos e eu falei alguns nomes ali presentes.
O povo no hospital apinhado na porta tirando fotos das faixas e das pessoas. Os seguranças com cara de malvados, ui que medo...
Após o nosso minuto de silêncio, Gisele Leal encabeçou uma comissão de entrega da carta e do abaixo assinado de 5200 assinaturas, que foi recebida por uma representante do hospital.
Agradecemos à presença de todos e nos dispersamos em paz."




Leia abaixo a carta entrega à direção do Grupo Santa Joana:

São Paulo, 03 de fevereiro de 2013.

Aos Dirigentes do Grupo Santa Joana.

Nós, do Movimento de Humanização do Parto., uma rede de mulheres, homens e profissionais da saúde, que em uma semana compôs o Movimento de Mulheres e Homens pelo Direito a uma Doula, para lutar contra as arbitrariedades impostas pelo Grupo, vimos por meio desta informar nossos pedidos.

1) Que as Doulas sejam recebidas, e bem recebidas como membros da equipe multidisciplinar de atenção ao parto, independentemente da presença dos acompanhantes famíliares;

2) Que o trabalho das Doulas seja facilitado, e não dificultado;

3) Que o cadastro, se houver, seja aberto a qualquer Doula que tenha sido certificada e capacitada como tal, independente de ser ou não Psicóloga, Fisioterapeuta, Enfermeira ou ter qualquer outra profissão específica;

4) Que fotógrafos de fora do hospital, contratados pelas famílias, sejam admitidos nos ambientes tanto quanto os fotógrafos que vendem seus serviços no saguão dos hospitais;

5) Que as mulheres saudáveis sejam tratadas como mulheres saudáveis, com liberdade, sem restrições, com acesso fácil a alimentação, hidratação natural, espaço para caminhada, banheira, chuveiro, etc.;

6) Que as equipes que trabalham com partos naturais sejam bem recebidas, mesmo atendendo partos longos, que ocupem a sala de parto por muitas horas;

7) Que o plano de parto dos casais seja reconhecido como documento, respeitado e integrado ao prontuário;

8) Que as mulheres possam ter seus bebês na água, se assim lhes convier e os seus médicos julgarem seguro;

9) Que bebês saudáveis sejam imediatamente entregues ao colo de suas mães, antes de passar por procedimentos e mantidos com suas mães, sem passar por berçário de observação;

10) Que o alojamento conjunto e o apoio irrestrito ao aleitamento materno seja a regra para bebês e mães saudáveis

Segue Petição Pública em forma de Abaixo Assinado, que solicita o reconhecimento das Doulas.

Atenciosamente,

Movimento de Humanização do Parto.


ASSINE A PETIÇÃO

Uma petição pública “Pelo direito da Gestante ser acompanhada por uma doula durante o trabalho de parto, parto e pós parto em qualquer hospital brasileiro” também está a espera de sua assinatura:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=doulabra

Fotografias www.carlaraiter.com.br
 








Doula a quem doer!

Quando em 2001 o primeiro curso de formação de doulas teve lugar no Brasil, por iniciativa de um médico obstetra, ninguém poderia imaginar a importância que essas profissionais teriam num futuro tão próximo. Naquela época raras pessoas sabiam o que era uma doula e sua função. Apesar de ainda hoje se fazer muita confusão, muita gente já conhece as funções a elas atribuídas, sua importância e seu papel no cenário da assistência ao parto.

A doula Maíra Duarte ajuda a mãe Alcione Agnes uma hora após o nascimento de Giulia - www.carlaraiter.com

Fotografia: www.carlaraiter.com
Na foto, a doula Maíra Duarte ajuda a mãe Alcione Agnes uma hora após o nascimento de Giulia.
Doulas são mulheres treinadas para dar suporte durante o parto. Embora elas não possam executar a parte técnica da assistência, têm papel importante durante o processo, o que faz a maior diferença nos resultados. Em outras palavras, pensando num mesmo público, mesma maternidade, mesma equipe de médicos e enfermeiras, são as mulheres acompanhadas por doulas as que serão mais beneficiadas. Os estudos mostram redução de 20% nas taxas de cesariana e de 30% nos nascimentos de bebê com baixa nota nos primeiros minutos de vida, para citar alguns parâmetros, tudo isso sem nenhum efeito deletério.
Os dois modelos de atuação são as doulas do setor privado, remuneradas por seu trabalho de atendimento a clientes que as contratam, e as doulas voluntárias, que trabalham no sistema público sem conhecer anteriormente as gestantes que vão atender. Nos países do primeiro mundo, como Estados Unidos por exemplo, as doulas já estão ativas na assistência há mais de 30 anos.
No Brasil existem entre 2 mil e 4 mil doulas atuantes entre os dois setores, embora não haja um número oficial ou um cadastro único. Neste 31 de janeiro, o Ministério do Trabalho lançou a nova versão da Classificação Brasileira de Ocupações onde figura, pela primeira vez, a ocupação de doula. Não existe uma profissionalização oficial, tal qual ocorre em outras ocupações em que não há execução de procedimentos de risco para a população. Tal qual fotógrafos e cinegrafistas que adentram o recinto do parto, as doulas não executam procedimentos médicos ou de enfermagem, não oferecendo, portanto, riscos à população. As funções básicas da doula são: acompanhar, acalmar, oferecer suporte emocional e físico, realizar massagem localizada, sugerir movimentos, respirações, atitudes, enfim, uma miríade de ferramentas que ajudam a mulher a atravessar o intenso processo que é dar à luz um bebê.
Uma grande polêmica ocorreu essa semana quando dois grandes hospitais privados da capital paulista proibiram a presença de doulas nos partos, alegando risco de infecção, e recuaram após imensa repercussão na mídia e nas redes sociais. A questão, no entanto, passa longe dos alegados riscos.
Estamos falando de relações de poder, de interesses econômicos, de falta de gerenciamento do setor privado.
Uma boa parte dos hospitais privados do Brasil apresenta taxas de cesarianas superiores a 90%. As cesarianas marcadas são o pilar de sustentação financeira das maternidades privadas. Partos normais, apesar de mais seguros, causam prejuízo, ocupam imprevisivelmente o leito por muito tempo, dão trabalho à enfermagem, não têm hora para ocorrer e não podem ser controlados. Doulas, acompanhando mulheres em trabalho de parto que querem muito um parto natural, perturbam a ordem natural de um centro cirúrgico estruturado para cesarianas pré-agendadas. Doulas pedem água, alimentos e explicações. Mulheres acompanhadas de doulas desobedecem às regras da instituição, questionam, desafiam. Pais acompanhados de doulas são mais protetores e questionadores. Doulas incomodam, partos normais incomodam.
Enquanto todos os setores do nosso país não assumirem que as mulheres estão sendo roubadas em seus partos, tanto no setor privado, com suas cesarianas agendadas, quanto no setor público, com seus partos altamente medicalizados e violentos, não poderemos avançar de fato nas crises profissionais. O problema não são as doulas e sua regulamentação. O problema não são as alegadas infecções provocadas pela presença de mais um acompanhante. Estamos falando de um processo de violência coletiva que vem se perpetuando há décadas em nosso país, sob os olhos semicerrados do governo, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, do Ministério da Saúde, das secretarias.
Se nem a Lei do Acompanhante é obedecida em mais da metade das instituições paulistas, o que se dirá de uma iniciativa que deve ser tomada de livre e espontânea vontade pelas instituições para melhorar a assistência às mulheres que desejam um parto suave, prazeroso, positivo, acolhedor? Ainda temos um longo caminho a percorrer, e as doulas continuarão a ter um papel fundamental nesse processo.

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA) E AUTORA DE PARTO NORMAL OU CESÁREA? O QUE TODA MULHER DEVE SABER - E TODO HOMEM TAMBÉM (UNESP)

Fonte: Estadão

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Toda gestante merece uma doula!


A mulher não precisa de uma doula para parir, mas eu sempre digo que todas merecem uma!

Já conheci mulheres que tiveram partos naturais tranquilos e que disseram que não sentiram a necessidade de terem uma doula. Não, a mulher não precisa de uma doula para parir, assim como ela não precisa de mais ninguém, seu corpo faz o parto sozinho. O que é comum, é que conversando com essas mulheres após seus partos, percebo como uma doula poderia ter ajudado de maneiras que nem ela percebe ainda.

Às vezes é deixando o acompanhante mais tranquilo e seguro, assim ele se sente mais à vontade para participar e ajudar. Pode ser para ajudar a aliviar a dor, resolver problemas gerais, e até mesmo para registrar o trabalho de parto e nascimento. Por isso, eu nunca digo que a mulher precisa de doula para parir, mas eu sempre digo que todas merecem uma!



É essa figura chave que entende o que passa na cabeça da parturiente, que entende o que ela sente, que sabe atender o desejo sem que seja falado em voz alta. A doula percebe quando a mulher teme algo, e sabe como ajudar. É a voz quando a mulher precisa ouvir que consegue, quando ela precisa que alguém afirme o que ela já sabe. É a mão que acaricia e que conforta, é o abraço, é a paciência adquirida com experiência em acompanhar mulheres parindo. A doula é assistência física e emocional, que não precisa se dividir entre funções, ela está ali somente para apoiar a parturiente.

"Ter uma doula ao meu lado foi algo imprescindível." Luana Córdova

"Sem dúvida esse foi meu mais lindo momento de amor e a presença da minha doula, fez toda diferença." Micheli

"Hoje vejo que se não tivesse todo o apoio e carinho da Doula e uma excelente obstetra a história seria outra." Stacy

"A doula soube ser exatamente aquilo que eu precisava nessa hora tão delicada." Andreika

"Agradeço por tudo, a doula foi essencial em minha tentativa de parto e cesárea humanizada. Não imaginava que uma Doula poderia ser tao importante neste momento tão especial." Aline

"Doula querida, te ter ao nosso lado neste momento tão especial foi a melhor decisão que tomamos." Anamaria

"Não senti em nenhum momento que a doula fosse uma pessoa estranha, pelo contrário era uma pessoa maravilhosa que estava ali somente me dando tranquilidade e conforto." Greici

"Quando estourou a bolsa, a doula me tranquilizou, pediu pra avisar o médico e esteve ao lado sempre, e me dizia palavras de incentivo. Depois do parto me ajudou no banho e me acompanhou a tarde toda." Cristina

"Mesmo que a palavra OBRIGADA signifique tanto, não expressará por inteiro o quanto a doula foi importante para mim e minha família." Simone

"Agradeço todo o apoio, a doula foi fundamental para que o trabalho de parto acontecesse como aconteceu!" Julie

"Sinceramente, quando a minha esposa falou que iria contratar uma doula, eu perguntei, achas mesmo necessário ter mais um gasto, só pra uma pessoa ficar pouco tempo com você? (pensamento talvez machista, não sei) a única coisa que sei agora, é que você foi de fato uma das melhores decisões que minha esposa tomou neste período de gestação." Sérgio - Marido da Andrielly

"A doula me deu segurança quanto a escolha do meu médico, me ajudou durante todo o trabalho sem muitas vezes eu perceber sua presença, foi e será uma grande amiga!!!" Ana Carolina

Para ler os depoimentos completos:  http://crisdoula.com/?cat=480 

Fonte: Guia do bebê

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A primeira vez a gente NUNCA esquece...

Quando uma mulher tem seu bebê, ela geralmente demora um tempo para conseguir fazer o relato desse parto...precisa digerir todas as situações, pensar sobre o que aconteceu, como as coisas progrediram...enfim...sentir!!
Sentir o seu momento, o que todo aquele misto de sensações realmente quis dizer pra ela...só pra ela...

E para uma doula também é assim...algumas vezes ( MUITAS vezes na verdade! ), antes de doular uma gestante, eu idealizei...sonhei, imaginei como seria, o que eu poderia fazer, como agir ...

Hoje, depois de um tempinho (que pra mim foi um tempão!!) eu pude sentir o que uma doula sente de verdade!!!

E foi MUITO bom!! Na verdade, um pouco indescritível até...



Mas depois de passar por esse dia, eu consegui perceber, que mesmo tendo em alguns momentos me sentido um pouco impotente, ou talvez um pouco insegura dentro daquela situação, o fato da mulher poder ter uma doula ao seu lado, principalmente no trabalho de parto, REALMENTE faz muita diferença pra ela!!!

Eu senti que consegui fazer o meu papel, que consegui fazer essa diferença...e quando menos percebi, estava me sentindo segura!

O que acontece é que talvez, enquanto a doula se sente um pouco impotente, ou um pouco insegura, a mulher que tem uma doula NÃO sente isso, e não tem que sentir...pelo contrário, ela se sente amparada, empoderada, segura.

E mesmo que em algum momento, a doula principiante aqui, tenha questionado o seu papel dentro de um contexto, logo em seguida vem uma vovó babona te agradecendo imensamente por estar ali, um pai mais babão ainda, achando o máximo a mulher dele ter tido uma doula...kkkkk
E o melhor de tudo...vem uma nova mãe, uma nova mulher, FELIZ consigo mesma, se sentindo uma leoa e tendo a certeza que fez de tudo, até onde pode, e com o bebê mamando lindamente que te olha nos olhos e te diz: Muito Obrigada!! Você ficou ao meu lado o tempo todo!!! :)

E aí eu me senti SUPER PODEROSA!!! kkkk
Me senti fazendo a diferença mesmo!!! Lutando por uma assistência à mulher que eu realmente acredito, por respeito, por cuidado, atenção...tenho certeza que nunca vou esquecer a carinha dessa mãe...e tenho certeza que essa família também vai lembrar de mim com carinho...e logo me peguei novamente idealizando...idealizando o futuro...


02 de agosto de 2012, a minha primeira vez... :)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Porque "alguns" médicos não gostam de doulas???

Estive pensando, me fazendo essa pergunta...Porque "alguns" médicos (na grande maioria das vezes, os muito desinformados!!) não gostam das doulas??? Porque????




Olha, eu pensei muito...muito mesmo...poxa, nós facilitamos as coisas para eles (ou não! ;) rss), cuidamos das pacientes (que também são pacientes deles!), doamos nosso tempo, enquanto "alguns" deles vão para casa dormir, ou façam suas 'tão desejadas' cesáreas (ou outras cirurgias quaisquer....), por nossa causa, "alguns" deles conseguem atender váaaarias pacientes ao mesmo tempo!!!! (e não dão atenção em especial a nenhuma!
E meeeeeeesmo assim, quando se pronuncia a palavra "doula", "alguns" deles ainda entortam o nariz????????? E quase sempre, são esses que fazem cara feia, os que ainda mal sabem o que significa ser uma doula...enfim...descobri o motivo de tudo!!  :)

As evidências mostram né...como pude ser tão ingênua??!?!


Com uma doula no parto, você pode:

  • reduzir em 60% o pedido de analgesia; 
(E ai? Quando os anestesista vão trabalhar????? pobrezinhos...)


  • reduzir em 50% o índice de cesáreas; 
(OH GOD! Quando eles 'finalmente' vão poder operar???? Mas eles gostam tanto!! injusto...)


  • reduzir em 40% o uso de ocitocina; 
(Poxa...talvez demore mais...e eles percam muito tempo....porém, as evidências também mostram que isso não acontece, em um parto com doula se reduz em 25% o tempo de trabalho de parto)
 

  • reduzir em 40% o uso de fórceps; 
(poxa, e então eles nunca vão poder "fazer" um parto???)


Enfim...acho que entendi porque "alguns" médicos, mesmo sem saber muito bem o que faz uma doula, insistem tanto em entortar o nariz quando ouvem falar delas... a gente tira o poder deles...e empodera as mulheres! Isso é ser uma doula...Sentimos muito por "Alguns" !!! (música de drama!!!!)

PS: Gente, quero deixar claro que essa não é uma opinião "geral" sobre médicos...aliás é uma opinião bem específica..são só para "alguns"...rsss, os que não gostam de doulas...rsss #prontofalei!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Petição Pública - Ter Doula


Abaixo-assinado pelo direito da Gestante ser acompanhada por uma doula durante o trabalho de parto, parto e pós parto em qualquer hospital brasileiro.



Clique aqui:  http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=doulabra


Assinem e Divulguem!!


terça-feira, 24 de abril de 2012

Passos de formiguinha...

Há dias eu ando com borboletas no estômago...ansiosa, na espera pelo dia de hoje! Quem ler isso vai pensar um monte de bobagens...kkk, mas eu explico!



Desde que comecei a me interessar pela idéia de Humanização, estou estudando, lendo bastante, fiz alguns cursos, fui conhecendo as pessoas, que assim como eu estão se engajando nesse mundo, ou já entraram nele de cabeça. Em Janeiro desse ano fiz meu curso de doula no GAMA e voltei com sede de colocar as idéias em prática. Mas logo me frustrei...fui fazer estágio curricular da faculdade e a idéia de ser doula aos poucos estava se apagando na minha cabeça, porque achava que aqui em Botucatu as pessoas ainda não estavam abertas o suficiente para a idéia de humanização! Me enganei...

Na verdade hoje estou animadíssima, acho que cada coisa tem seu tempo e que na verdade existe SIM a possibilidade de ser doula por aqui! Só me faltava conhecer as pessoas certas. Pessoas envolvidas nessa questão e que lutam e trabalham por isso.



Hoje foi o último dia do curso de Patologia obstétrica que venho fazendo, e contamos com a presença da Dra Melania Amorim, obstetra humanizada que trabalha com medicina baseada em evidências, Profª Dra Roxana Knobel (Universidade Federal de Santa Catarina) e a Parteira mexicana Naoli Vinaver, fiquei extasiada! São mulheres de uma sensibilidade gritante!!! E fora toda minha tietagem...kkk, esse encontro me despertou a esperança...e junto com ela a minha sede de ser doula está de volta.



Conheci várias doulas da região que já eram minhas amigas (de Facebook! rss) e que finalmente conseguimos nos encontrar pessoalmente... E surgiu até a idéia de (emfim!!!) formamos um grupo juntas. Como costumamos dizer, lutar pela humanização é dar passos de formiguinha, mas hoje lá no curso...com todas nós doulas juntas, me senti em um verdadeiro formigueiro! kkkk

Bjos meninas, espero que a gente se encontre mais vezes! :) ADOREI conhecer vcs!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Violência institucional contra as Doulas...um desabafo!!!

Sabe, eu sempre tive a certeza de que gostaria de trabalhar com gestantes e bebês. Mesmo antes de ser mãe eu já sabia desse amor pela maternidade, aliás acho que desde criança eu já sabia...Mas hoje...só sei que nada sei...kkk é exatamente assim que me sinto...



Corri atrás do meu sonho de ser doula... E SOU!!! E agora corro atrás do sonho de ser enfermeira obstetra...e ACHO que vou ser...mas acontecem coisas que deixam a gente pensando se está caminhando para o rumo certo...

Andei pensando (mais especificamente hoje!) se vou realmente conseguir, como doula, alguma abertura dos médicos e intituições para poder fazer meu trabalho, porque na prática, o que eu ouço, (e VEJO!!!) é que quando se pronuncia a palavra Doula, os médicos já torcem o nariz e se tiverem autonomia para impedir que participem eles o fazem...e se não tiverem, também o fazem!! Ou pelo menos tentam daquele jeitinho que só eles tem de se impor... Posso dizer que ainda não tive a experiência que eu tanto desejei de acompanhar um parto, mas também já posso dizer que já passei pela violência que eu NUNCA quis de ser criticada por ser doula e de ouvir alguém dizendo que doulas não servem pra nada... Enfim, essa violência que a gente sabe que existe e é praticada o tempo todo contra as gestantes já começa com a privação de ter uma doula por perto e de ter um parto com muito mais amor e atenção...#prontofalei

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Por que ter uma Doula?


Porque doulas são especias...kkkk brincadeiras à parte, estudos vem mostrando que ser acompanhada por uma doula durante a gestação e parto tem ajudado significativamente as mulheres.

Com uma doula no parto, você pode reduzir em:

60% o pedido de analgesia;
25% o tempo de trabalho de parto;
50% o índice de cesáreas;
40% o uso de ocitocina;
40% o uso de fórceps;


E 6 semanas após o parto, as mulheres que tiveram doulas sentem-se:
Menos ansiosas e depressivas;
Mais confiantes com seu bebê;
Mais satisfeitas com seus parceiros;
Ocorre também maior sucesso na amamentação;
( Estas estatísticas aparecem em ” A Doula faz a diferença” de Nugent in Mothering Magazine, Março-Abril 1998 e ” A Doula” By Klays em Chilbbirth Instructor Magazine, 1995).

Por isso mulheres em busca de um parto mais natural e humanizado, procurem uma doula em sua cidade! Informem-se!
Doulas do Brasil

Uma Doula sendo gerada...

Oi gente, essa é a primeira postagemdo meu blog. 
ENFIM me tornei uma Doula formada! Pelo GAMA
Há tempos venho sonhando com isso e finalmente pude realizar esse desejo. Agora, espero realmente poder ajudar mulheres a conquistar o respeito por suas escolhas em um momento tão importante, ou o mais importante de suas vidas, que é o parto! O Blog foi feito com a intenção de partilhar...partilhar informações, experiências, dúvidas e tudo que envolve esse universo tão mágico que é o da maternidade. Espero que gostem!

Bjos :) Mariana castello