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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Relato de Parto da Ana Carolina - Nascimento do Davi

Davi: desejado, planejado e intenso!

Finalmente arrisco a fazer meu relato de parto...
Confesso que já ensaiei algumas vezes... desisti, achei que estivesse “enferrujada” na arte de escrever, mas não... estava, apenas, vivendo, sentindo e respirando meu puerpério.

Pois bem.
Davi, esse era o nome escolhido muito antes de nos descobrimos “grávidos”.
E, por razões que não sei explicar, eu tinha certeza que seria mãe de um menino.
Eu sempre quis ter um parto normal e, sabendo que teria que ir contra o sistema, comecei procurando uma Doula e encontrei minha querida Mariana Castelo Branco.
Através dela e de seu grupo de apoio (Do Fundo do Ventre), conheci a Dra. Claudinha (Claudia Garcia Magalhães), a médica mais humana, gentil, carinhosa, alto astral, atenciosa e fofa do universo! Neste dia, eu disse a ela que ainda não estava grávida, mas que não abria mão de tê-la como médica, especialmente depois que vim a saber que ela não só torcia para o nosso Corinthians, como também fazia o famoso “batismo corinthiano” na hora do nascimento! rsrsrsrsrsrs

Então, no dia 07 de janeiro de 2015, com 13 dias de atraso, sem muitas expectativas, fiz exame de sangue e, BINGO, estava grávida!
E agora? Queria contar de um jeito especial para o Thiago, então peguei uma roupinha fofa de bebê que tinha comprado para dar de presente e na caixa colei o resultado do exame e entreguei para o “papai”, que jogou a caixa longe e nem viu o exame... mas, ao pegar aquele body minúsculo, incrédulo, olhou pra mim, perguntou se era verdade e me abraçou longamente!

Fiz o exame de sexagem fetal, pois estava saindo de viagem e queria aproveitar para fazer o enxoval lá fora. E lá mesmo recebi a confirmação de que esperava o Davi!!!

De volta ao Brasil, com 14 semanas, a primeira bomba: meu pai, uma pessoa de hábitos super saudáveis, teria que se submeter a uma cirurgia cardíaca de grande porte.Vencemos, como eu tinha certeza que venceríamos, afinal meu filho não podia nascer sem conviver com o melhor vovô do mundo!!!

Alguns meses mais tarde, já de 28 semanas, a segunda bomba: o atropelamento de uma pedestre na rodovia, sem consequências físicas, mas um susto sem tamanho.

E, por fim, na reta final, já com 38 semanas, uma cólica renal insuportavelmente dolorida, que me fez confundir com os pródromos.

Ah, não posso esquecer de contar que a Claudinha estava indo para congressos/simpósios nessas últimas semanas e que eu sempre conversava com o Davi, pedindo pra ele esperar a “tia Claudinha” voltar! E ele, de fato, obedeceu a mamãe e esperou!!! kkkkkkkkkk

E de fato ele esperou! Com 39 semanas e 5 dias, as contrações vieram pra valer. Por volta das 22h00 do dia 1º de setembro de 2015, comecei a ficar sem posição, sentia um forte incômodo na pelve, irradiando para a lombar.
Decidi ir deitar e, então, as contrações foram ritmando. Pedi para o Thiago ligar pra Mari e pra Claudinha... não sabia o que fazer/esperar. Fomos para o Hospital por volta das 0h30 e a Mari nos encontrou lá. Após ser examinada, com 4 cm de dilatação, decidimos voltar pra casa e esperar lá o TP ativo, onde alternei entre a cama e o chuveiro, devido ao pouco espaço no apto, vocalizando muito, pois isso me ajudava a aliviar a tensão, além de ter a Mari e o Thiago me amparando, massageando, encorajando, apoiando, cuidando e incentivando.




Nessa hora, tenho que dizer, bate uma tremenda insegurança, parece que perdemos a “coragem”, sei lá... perguntei pra Mari se a Claudinha me daria anestesia, caso eu pedisse... hahahaha

Até que, às 7h30 o Thiago disse que eu precisava levantar para irmos ao hospital e chegar junto com a Claudinha. Nesse exato momento, relaxei por completo, especialmente por ter a certeza de que tudo sairia como havíamos planejado...a bolsa rompeu! E foi um aguaceiro só! Hahahahahahahaha

Dei entrada na maternidade por volta das 8h30... a Claudinha me examinou e constatou 9 cm de dilatação (eu acho)... era chegada a hora de conhecer meu pequeno príncipe, já que ao longo de toda a gestação ele nunca quis mostrar seu rostinho no ultrassom.




Perto das 9h00 fomos para a sala de pré-parto, cuidadosamente preparada pela equipe da Claudinha. Bola, colchonete, chuveiro quentinho, banqueta, luzes apagadas, equipe reduzida, enfim... um sonho! Ali fiquei um tempo no chuveiro quentinho enquanto pude... até que pedi a banqueta, onde fiquei até o final.



Nessa hora, já entregue à partolândia, e sempre amparada pelo meu amor, pude ver a querida Alicinha Kiy(pediatra n.º 1 do Davi) e nossa amiga mais que especial, Bianca Cassettari emocionadíssima, vivendo tudo aquilo conosco e nos dando a força necessária para trazer o Davi ao mundo de um jeito todo especial.




E, em meio a tanto amor, sem comandos, apenas com a sugestão da Claudinha para que eu tentasse tocá-lo para sentir que ele estava chegando, sentindo o choro carregado de emoção de um pai espetacular, o meu mundo se tornou mais azul!

Assim, num parto natural humanizado, no dia 02 de setembro de 2015 às 10h02m, Davi chegou de mansinho, calmo, com um chorinho leve que cessou no imediato momento que veio para os meus braços entrelaçados pelos do Thiago.
Lindo, forte, saudável e com o nariz do papai (rsrsrs), com 49,5 cm e 3,280 kg, Davi foi colocado para mamar e esperamos o cordão para de pulsar para clampeá-lo.
Ficamos separados por pouquíssimos minutos, apenas para os procedimentos indispensáveis, porém não padronizados, sempre na presença do papai mais fresco do pedaço. Depois disso, ficamos nós três, inseparáveis, por todo o tempo que estivemos no hospital.
Ah, não posso esquecer de dizer que houve ainda o “nascimento” da placenta, de forma natural, sem qualquer manobra ou tracionamento. E, ao final, a melhor das notícias, períneo íntegro, sem nenhuma laceração importante, desnecessário qualquer ponto.













Quanto à dor... sim, dói, mas tenho comigo que muitas outras coisas doem infinitamente mais. Por exemplo, a cólica renal que me acometeu dias antes do nascimento... foi bem pior que a temida “dor do parto”, principalmente porque a esqueci imediatamente após ter o Davi em meus braços!!! E, sim, penso em sentir e viver essa dor mais uma vez, pelo menos!!!hahaha

Sem dúvida, posso dizer que foi a experiência mais intensa da minha vida, que me transformou e continua me transformando diariamente, há pouco mais de 5 meses.

Pra terminar, digo que todas nós, mulheres, nascemos para parir. Esta é a natureza.
Então, se este é o seu desejo, vá em frente, informe-se, contrate uma doula, corra atrás de um médico que realmente respeite a sua vontade, porque PARIR vale a pena sim.


Palavras nunca expressarão suficientemente minha gratidão, mas deixo aqui o meu “muito obrigada” a todos que participaram desse momento conosco, especialmente a Claudinha, a Mariana e a Alicinha, que nos assistiram de maneira espetacular!

Ana Carolina.












sábado, 17 de maio de 2014

"O Renascimento do Parto" em BOTUCATU

Esse é só o começo! Espero SIM ver uma mudança enorme no cenário obstétrico em nosso país...e porque não começar com o famoso passo da formiguinha?

Com o apoio da prefeitura e da Secretaria Municipal da Cultura de Botucatu, finalmente será feita a exibição do filme "O Renascimento do parto" em nossa cidade.
Estou muito feliz de ter conseguido realizar esse projeto, e agradeço desde já ao secretário da cultura Osni Ribeiro que desde o primeiro contato demonstrou prontamente o interesse em apoiar essa causa.

Agora é torcer para que seja um SUCESSO!!!!
Depois volto e conto como foi o evento! Cruzem os dedos! :)



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Planejando o "SEU" parto!




Planejando cada etapa
Toda gestante pode ter um plano de parto, que é uma lista de desejos por escrito. No caso de um parto sem complicações, é perfeitamente possível que a equipe médica siga seu plano, que pode ser feito com o obstetra e deve ser levado, impresso, no dia do parto.
— Os casais brasileiros estão percebendo cada vez mais que os médicos e profissionais da saúde bem-intencionados nem sempre têm respaldo científico que sustentem as práticas obstétricas comuns e que muitas dessas práticas são adotadas simplesmente por serem parte de uma tradição médico-hospitalar — afirma Ana Cris Duarte, do site Amigas do Parto.
— O pai ou mesmo a mãe pode ter uma conversa prévia com o neonatologista, com o anestesista, com os enfermeiros. Explicar suas preferências. Mostrar o plano de parto para eles e combinar a possibilidade dele ser respeitado — recomenda a psicóloga e doula Clarissa Khan.
É indicado que seu plano de parto tenha indicações tanto para um trabalho de parto normal, quanto para uma cesariana.

O que pode constar em um plano de parto:- O local onde você deseja parir: em casa, na casa de parto, no hospital?
- Quem serão seus acompanhantes.
- Desejos como liberdade de caminhar, uso da água no trabalho de parto, liberdade para ingestão de alimentos e bebidas, aparelho de som ligado no momento do parto, luz baixa.
- Infusão intravenosa apenas se houver indicação médica.
- Rompimento espontâneo da bolsa d’água.
- Clampeamento do cordão umbilical apenas depois que ele parar de pulsar, com o corte feito pelo pai.
- Bebê colocado imediatamente no colo da mãe (ou sobre a barriga ou nos seus braços).
- Bebê amamentado assim que possível.
- Tirar fotografias ou filmar o parto.

 PESQUISE, INFORME-SE E DECIDA!!!

Conheça importantes pesquisas que fortalecem a corrente do parto humanizado:

- A questão do clampeamento do cordão umbilical
O cordão umbilical é um elo entre mãe e filho de vital importância. É por ele que a placenta faz a troca gasosa com o feto e envia os nutrientes necessários para seu desenvolvimento. Quando a criança nasce, o cordão umbilical, ainda ligado à placenta, continua enviando sangue oxigenado. Dando tempo para que os pulmões do bebê se adaptem às novas condições e realize os movimentos de inspiração e expiração sem pressa. De forma gradativa. Enquanto o cordão umbilical pulsa, ele ainda está fazendo a troca. Levando em consideração estudos que apontavam que o corte tardio do cordão umbilical, e não imediato, reduzia o risco de anemia em crianças (por aumentar a concentração de hemoglobina e ferro no sangue), a pesquisadora e pediatra Sônia Venâncio pesquisou, no ano de 2006, as consequências do corte imediato do cordão umbilical, praticado em grande parte dos partos e apoiado nos seguintes argumentos: ele preveniria a icterícia, a policitemia e a anemia materna.
Sônia analisou 109 casos de cortes imediatos e 115 casos de cortes tardios, investigando a relação do clampeamento do cordão umbilical com a diminuição dos estoques de ferro em bebês com até 6 meses de vida. Os resultados encontrados confirmaram os benefícios do corte tardio por, de fato, aumentar o estoque de ferro. E, desmitificando a antiga crença, não foram verificadas no estudo maior frequência de icterícia, policitemia ou complicações maternas decorrentes do clampeamento tardio do cordão umbilical.
— Deve-se permite que a função pulmonar se estabeleça gradualmente. Para que o bebê possa expelir as secreções com tranquilidade e respirar de maneira mais fisiológica — adverte o obstetra Thomas Gollop.

- Ultrassonografias
Um estudo da pesquisadora Maria do Carmo Leal apontou que muitos filhos de cesarianas eletivas (pré-marcadas) nascem antes do tempo ideal. O motivo seria o fato das ultrassonografias terem uma margem de erro que nem sempre é considerada. Muitas crianças acabam nascendo imaturas, com 35 a 36 semanas (pré termo tardias), quando os médicos achavam que ela tinha 38 semanas.
— O bebê nasce com desconforto respiratório, angústia e, em vez de amadurecer no ventre materno, acaba indo para uma máquina incubadora. E ninguém explica para a mãe, que fica angustiada, o que realmente desencadeou a internação do recém-nascido. Isso é um problema sério. A natureza tem sua sabedoria. O trabalho de parto indica a maturidade da criança, inicia na hora certa — alerta a médica Daphne Rattner.

Fique atento
No documento divulgado pela Organização Mundial de saúde, algumas práticas comuns na condução do parto normal são classificadas, com base em evidências científicas e em debates de profissionais. Separamos as mais populares:

1. Uso rotineiro de enema (lavagem intestinal):
O que diz a OMS: os enemas supostamente estimulam as contrações uterinas e o intestino vazio facilitaria a descida da cabeça do bebê pelo canal vaginal. Também evitaria contaminação. Entretanto, essa é uma prática incômoda que apresenta risco de lesão intestinal.
O que dizem os estudos: dois estudos (Rommey e Gordon, 1981, e Drayton e Rees, 1984) não detectaram efeitos sobre a duração do trabalho de parto ou sobre infecção neonatal ou infecção da incisão de episiotomia.

2. Uso rotineiro de tricotomia (raspagem dos pelos pubianos)
O que diz a OMS: a tricotomia é considerada desnecessária e somente deve ser realizada a pedido da mulher.
O que dizem os estudos: são de 1922 (Johnston e Sidall) e 1965 (Kantor) os estudos que derrubam a tese de que a tricotomia reduziria riscos de infecção e facilitaria a sutura. O uso rotineiro, pode, inclusive aumentar o risco de infecção pelos vírus HIV e da hepatite, tanto para o parteiro quanto para a parturiente.

3. Infusão intravenosa e suspensão da ingestão de líquidos e sólidos
O que diz a OMS: as opiniões sobre a necessidade de nutrição intravenosa durante o parto variam amplamente em todo o mundo. O trabalho de parto requer enorme quantidade de energia. Como não se pode prever sua duração, é preciso repor essas fontes de energia. A restrição severa da ingestão oral de alimentos pode levar à desidratação.
O que dizem os estudos: essa necessidade de energia é normalmente compensada por uma infusão intravenosa de glicose. Estudos que datam de 1980, 1981 e 1982 apontaram que o aumento da glicose acompanhava um aumento nos níveis maternos de insulina, o que pode levar a uma série de complicações, que podem ser evitadas com a simples oferta de líquidos e alimentos leves para a gestante ingerir.

4. Recomendação de que a gestante fique deitada
O que diz a OMS: ficar deitada durante o primeiro estágio do trabalho de parto afeta o fluxo sanguíneo uterino, podendo comprometer o estado fetal.
O que dizem os estudos: para publicações como Ambulation in labour e Upright posture and the efficiency of labor, a posição supina (deitada com a barriga para cima) também reduz a intensidade das contrações, interferindo no progresso do trabalho de parto. Ficar de pé está associado a uma maior intensidade e maior eficiência das contrações.

5. Administração de ociócitos e ruptura mecânica da bolsa d’água
O que diz a OMS: esse é um método de prevenção do trabalho de parto prolongado. Muitas vezes, essas ações são iniciadas de forma tão precoce, mesmo não apresentando nenhum motivo válido para tal.
O que dizem os estudos: um estudo controlado (O’Driscoll, 1973) verificou aumento considerável de desacelerações de batimentos cardíacos fetais após a ruptura precoce da bolsa. Quanto à infusão de ocitocina, não existem benefícios comprovados de seu uso. Sua infusão inibe a produção natural da ocitocina e pode deixar o trabalho de parto ainda mais doloroso.

6. Controle da dor por analgesia peridural
O que dia a OMS: a peridural fornece um alívio melhor e mais duradouro da dor que muitos outros métodos. Mas exige condições importantes: o trabalho de parto deve ocorrer em um hospital bem equipado e sobre a constante supervisão de um anestesista. Porém, com seu uso, há uma tendência para que o primeiro estágio do trabalho de parto seja mais longo.
O que dizem os estudos: um estudo americano recente apontou que o número de cesarianas aumentou quando a analgesia peridural foi usada durante o trabalho de parto.
 
7. Uso liberado da episiotomia
O que diz a OMS: a episiotomia é um corte cirúrgico feito na região do períneo. Ele visa facilitar ou acelerar a saída do bebê e evitar uma laceração de terceiro grau. Porém, uma vez que a incidência de laceração de segundo grau é de cerca de 0,4%, o diagnóstico perde seu significado. Não existem evidências de que seu uso rotineiro seja benéfico.
O que dizem os estudos: o uso liberal da episiotomia está associado a maiores taxas de traumatismo ao períneo. Com ou sem o uso do método, mulheres tiveram um grau comparável de dor perineal avaliada aos 10 dias e 3 meses após o parto.

LEMBRE-SE o parto é seu!! Só você, mulher, pode decidir!!! Colha os frutos desse planejamento e tenha um lindo parto! :)

Fonte

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pesquisa mostra que gestantes precisam de mais informação para optar por parto natural.

A informação sobre os procedimentos a que serão submetidas é fundamental para que as mulheres optem pelo parto natural. A conclusão faz parte de um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“As mulheres que escolhem parto humanizado se informam antes”, aponta Rosamaria Giatti Carneiro, autora da tese Cenas de Parto e Políticas do Corpo: uma Etnografia de Experiências Femininas do Parto Humanizado.
Para a antropóloga, é fundamental que as mulheres conheçam os procedimentos médicos e saibam das consequências da opção (cesárea ou normal) para a própria saúde.
A pesquisa qualitativa acompanhou 18 grávidas, portais e grupos de discussão na internet sobre gestação e parto humanizado e aponta como atitude e decisão das mulheres a escolha da forma do parto, como de cócoras, em casa ou mesmo no hospital, mas com baixa dose de anestesia.
Para Rosamaria, a escolha pelo parto natural acaba por “resignificar” o fim da gestação.“Não é só um evento fisiológico ou ato médico. Elas relatam uma experiência rica e linda”. Ainda segundo ela, a escolha desconstrói o imaginário social de que parir dói. “O limite da dor é subjetivo”, destaca, antes de dizer que as mulheres que optam pelo parto natural sentem-se bem e confiantes.
Apesar das vantagens do parto normal, o Brasil é campeão mundial em cesarianas. Em 2010, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais (52%). Na rede privada, o índice de partos por cesariana chega a 82% e na rede pública, 37%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a taxa de cesarianas fique em torno de 15%.
Na opinião da antropóloga, muitas cesarianas são feitas porque as mães temem que o bebê possa ficar em “sofrimento”. “Se o médico usa essa palavra, as mulheres acabam optando pelo procedimento cirúrgico.” Ela reforça, no entanto, que a decisão deve ser feita sob consulta médica e que os cuidados durante o pré-natal são fundamentais.
por Gilberto Costa
Da Agência Brasil, em Brasília.

domingo, 22 de abril de 2012

Homens, Empoderem-se!

Há um tempo atrás vi esse vídeo no youtube e achei liiiiiiiindo! Um tempo depois, conheci a história da Rosana Oshiro. Ela e seu marido Cléber Massao fazem um belo trabalho juntos! São pais de 5 filhos lindos e esse vídeo trata-se do parto da caçulinha.
Rosana é doula e uma pessoa muito envolvida nas questão de humanização e empoderamento da mulher, mas o Cléber não fica de fora não...trabalha com fotografia e propicia a essas mulheres SUPER empoderadas, lindas lembranças desse momento único, como essa.
Não gente, não tô fazendo propaganda...kkk e nem ganhando nada com isso, mas é que pra mim, esse vídeo vai além de mostrar uma escolha.. mostra o envolvimento, a cumplicidade de todos da família e mostra que o parto é SIM da mulher, mas mostra também a importância do apoio e um pai completamente empoderado também...
Quando assistimos a um vídeo de parto humanizado hoje, os homens não têem passados despercebidos, eles estão abraçando a causa, dando apoio, ficando ao lado de suas mulheres. E por fim, acho que eles entenderam o quanto a presença deles se faz importante em um momento assim...por isso, HOMENS EMPODEREM-SE! :)


domingo, 1 de abril de 2012

Parto Humanizado - O que é preciso para conseguir ?

O que significa pra você ter um parto Humanizado?
Muita gente relaciona o parto humanizado a ter um parto de índio sabe? kkkk aquele que você forra o chão com um pano e tem seu filho sozinha no meio do mato... Não é nada disso!!!
As pessoas precisam abrir a cabeça, se informar, ver as evidências com outros olhos... Quando se fala de humanização do parto, estamos nos referindo a uma ASSISTÊNCIA mais humanizada. Pode sim ser um parto hospitalar, mas a diferença é a assistência, o respeito. Eu vejo dentro do hospital, as pessoas acostumadas a serem tratadas com autoritarismo e desrespeito, e muitas vezes no final das contas ainda agradecerem por isso! Percebo que estamos tão habituados a falta de educação, que quando chega alguém "educado demais", nos espantamos. Para!!! Tá tudo errado!!!

O mínimo necessário para que se tenha uma parto humanizado é o respeito pela vontade da mulher, coisas simples, mas que em geral são ignoradas por quem oferece essa assistência. Como por exemplo a escolha da posição durante o trabalho de parto... Muitas vezes elas são obrigadas a ficarem deitadas, quando não se sentem nem um pouco a vontade nessa posição. Outro bom exemplo é o jejum...Como uma mulher que está há horas sem comer absolutamente nada, exausta e sem nenhuma fonte de onde retirar energia, vai ter força o suficiente no momento da expulsão?...Dessa maneira as coisas não fluem...não dá mesmo!
É preciso que a mulher consiga ter calma, que a equipe faça silêncio, para que a gestante tenha concentração, deixe o instinto agir. Mas para que o corpo se entregue e deixe o processo todo acontecer, é preciso RESPEITO...não dá pra ficar escutando os comentários sobre quem foi o vencedor do BBB12 no meio de uma contração! Bom, enfim...existe todo um cojunto de coisas que ajudam...Vamos a uma listinha básica do que é preciso...não é nada tãaaaao dificil assim de ser feito...basta ficar atento aos acontecimentos e respeitar cada etapa.

APOIO - Talvez o item mais importante em todos os momentos de um trabalho de parto né! ;)
É fundamental que neste momento o marido, companheiro, obstetriz responsável e médico obstetra estejam em perfeita sintonia e transmitam, à gestante, total confiança e disponibilidade para ajudar durante o trabalho de parto. A grávida neste momento tende a sentir-se solitária, e necessita de cuidados médicos, além de massagens, carinho e informações sobre o processo que está vivenciando. A confiança que deposita naqueles que estão ao seu redor deve ser a máxima possível. Deve haver competência, compreensão, e respeito para com ritmo e os tempos que precedem o parto normal.

SILÊNCIO, ILUMINAÇÃO E AMBIENTE ACOLHEDOR
Devem ser evitadas conversas paralelas desinteressantes, vozes de comando alteradas e sons que possam perturbar o bem estar da gestante. Ruídos de ambientes vizinhos e, o entra e sai de pessoas, o tempo todo podem perturbar o clima de paz. A iluminação à meia luz, ou a penumbra podem melhorar ainda mais o relaxamento. O uso de abajures, lâmpadas fracas, ou simplesmente o fechar das cortinas, tornam o cenário mais acolhedor e íntimo.

MÚSICA
Para algumas mamães é relaxante e inspiradora. É preciso perceber a necessidade de cada gestante...

POSICIONAMENTO
Algumas posições melhoram o fluxo sanguíneo do útero, e podem dar mais conforto à gestante. A posição preferencial é a do corpo virado para o lado esquerdo. Mas nunca esquecer da liberdade de escolha de cada gestante...assim ela poderá escolher a posição em que se sente melhor em cada momento.

MOVIMENTAÇÃO
Se for possível, procurar evitar que a mulher fique o tempo todo deitada. A mobilidade auxilia o movimento dos ossos da bacia e ajuda a diminuir o tempo do trabalho de parto. E naturalmente, elas acabam sentindo a necessidade de se movimentar.

MASSAGENS
A sensação desagradável das contrações diminui com as massagens, pois estas competem com as mensagens de dor enviadas ao cérebro pelas contrações uterinas do trabalho de parto. Estas massagens devem ser aplicadas por profissionais competentes, nas costas (durante as contrações) e nos ombros e pescoço (entre as contrações), pois ajudam a relaxar. A massagem suave na barriga, braços e pernas dão a sensação de apoio físico e companheirismo. Todas elas são de grande valor.

RESPIRAÇÃO
Entre as contrações a respiração deve ser calma e profunda proporcionando um maior relaxamento. Durante a contração deve ser mais acelerada, começando lentamente e tornando-se mais curta em seu auge (como cachorinho), e voltando a ficar longa conforme a contração vai diminuindo a intensidade. Este tipo de respiração aumenta a oxigenação do bebê e proporciona um agradável relaxamento durante o intervalo das contrações.

USO DA ÁGUA
O chuveiro sobre as costas é relaxante e pode diminuir a sensação desagradável das contrações. Água muito quente pode causar queda de pressão.

RELAXAMENTO
A tensão exagerada durante as contrações de trabalho de parto pode representar uma força contrária à evolução das contrações e da dilatação, o que leva ao aumento da dor. O relaxamento ameniza a sensação angustiante das contrações e faz com que a gestante se desligue das preocupações do mundo exterior, o que diminui o tempo entre o início das contrações e o nascimento do bebê.



Parte do texto foi escrito pelo Dr Arnaldo Schizzi Cambiaghi
Fonte: Guia do Bebê

quarta-feira, 21 de março de 2012

Falando de Parto Humanizado - Jogando limpo!!


Quando o assunto é parir logo se cria uma grande polêmica ...infelizmente as coisas se inverteram. O que deveria ser natural virou a exceção, e o que deveriam ser exceções acabaram se tornando a coisa maaaaais natural do mundo. A cultura da cesárea fincou raízes, e as pessoas acabaram se convencendo ( na verdade se deixando convencer...) de que o curso natural de um parto é no final de tudo, fazer uma cesárea. Vai lá, escolhe um dia, o que for melhor para a mãe, ou (principalmente!) para o médico, interna, abre, corta, tira o bebê e pronto...tá feito. Pra que sentir dor, não é mesmo? Ninguém é menos mãe por fazer uma cesárea...

Outra dia vi uma pessoa compartilhando o vídeo do nascimento do Lucas, da Sabrina Ferigato e comentando: "Pra mim uma mulher dessa é louca!! Pra que passar por isso?" , coisas assim me deixam INDIGNADA! Não é possível, alguém assistir uma parto daquele e não se emocionar...ou não desejar uma experiência de parto assim...

Tenho tido a chance de observar na prática, o quanto uma cesárea sem indicação pode ser perigosa, tanto para a mãe, quanto para o bebê...e MESMO ASSIM as pessoas NÃO ACORDAM!!!!
Tenho visto que nada se sabe do real significado de "Humanização" e que na maioria das vezes, nem se têem o interesse em saber...médicos dizendo que humanização é ridículo, e que um acompanhante junto com a gestante "só enche o saco!"

Partos feitos pelos SUS, infelizmente, ainda são verdadeiras carnificinas, com episiotomias de rotina e nenhum envolvimento emocional, nenhum respeito pelo sentimento da gestante e menos ainda com o bebê.

Não gosto de radicalismos, (apesar de em alguns aspectos ainda ser um pouco radical!) Mas as pessoas precisam se informar! E se empoderar mesmo, de suas escolhas, de suas opniões, de seu próprio corpo! Não dá pra sair falando AMÉM pra tudo que te dizem, principalmente quando se trata da SUA vida, do SEU corpo e do SEU bebê!!

Chegamos num ponto TÃO absurdo, em que nós, seres humanos, precisamos de um orgão governamental, como o Ministério da Saúde, chegar e dizer que: "de agora em diante, é legal nos tornarmos um pouco mais HUMANOS." ...Enfim...tá tudo errado!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Renascimento do Parto


O filme "O Renascimento do Parto" retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. O Brasil é o campeão mundial no número de cesarianas. O Renascimento do Parto, de Érica de Paula e Eduardo Chauvet , mostra mães, médicos e especialistas que expõem suas opiniões e defendem a valorização de um parto natural e principalmente humanizado. Será lançado em março de 2012.